terça-feira, 13 de março de 2012

Que fim levou (5)


               

          O Ligier JS11 no Festival de Velocidade de Goodwood, em 2008.

Fundada pelo ex-piloto Guy Ligier que deu seu nome à equipe, a Ligier participou da Fórmula 1 entre 1969 e 1996, conquistando resultados medianos, chegando ao vice campeonato entre os construtores de 1980, ano em que cravou seu nome na história da categoria.
A principal característica do time era o fato de correr com carros azuis, mantendo uma antiga tradição do automobilismo europeu da era pré I Guerra Mundial, quando as equipes de corrida utilizavam as mesmas cores que as Forças Aéreas de seus respectivos países. Por isso, a Ferrari e Mercedes correm de vermelho e prata respectivamente.
Essa atitude, fez com que a equipe ganhasse muita simpatia por parte tanto de torcedores quanto da imprensa francesa. Em 1976 a equipe correu com o modelo Ligier JS5 e teve apenas um piloto, o francês Jacques Laffite, que iniciaria ali uma relação de amor com o time. A equipe termina a temporada em quinto lugar com 20 pontos.
Para o ano de 77, a equipe mantém Laffite e contrata Jean-Pierre Jarrier no fim da temporada e termina o ano em oitavo lugar com 18 pontos. No ano seguinte, a Ligier mantém Laffite, que conquista 19 pontos e coloca a Ligier em sexto lugar entre os construtores. O ano de 79 prometia grandes avanços para os franceses, que contavam com os tradicionais motores Ford.
Os pilotos eram Laffite e Patrick Depailler, que após um acidente dá lugar a Jacky Ickx, que se torna o primeiro não francês a correr pela Ligier. Laffite continuou sendo o grande líder do time conquistou duas vitórias e seis pódios. Depailler consegue apenas dois pódios e Ickx não consegue nenhum resultado expressivo e se aposenta ao final daquele mesmo ano. A Ligier termina a temporada em terceiro lugar com 61 pontos.
O ano de 1980 reservava muitas emoções para a Ligier, que mais uma vez liderada por Laffite, que teve Didier Pironi como companheiro, a equipe faz uma excelente temporada conquistando 10 pódios, sendo cinco para cada piloto, a equipe soma 66 pontos e termina a temporada com o segundo lugar entre as equipes. O bom resultado do ano, porém, não se repetiria novamente e a equipe iniciaria no ano seguinte sua decadência.
Em 1981, Laffite permanece no time e conta com três companheiros naquela temporada: Jarier, Jean Pierre Jabouille e Patrick Tambay. No Grande Prêmio da Áustria daquele ano, Jacques Laffite conquista sua última vitória e a equipe fecham o campeonato em quarto lugar. Para a temporada de 81, a Ligier conta com o experiente Laffite e o ítalo-americano Eddie Cheever e marca somente 20 pontos ficando em oitavo lugar entre as equipes.
Em 1983, a equipe sofre um duro golpe ao ver Laffite trocar a equipe pela Willians. Os pilotos passam a ser Jarier e o brasileiro Raul Boesel. É a pior temporada da equipe até então. Com uma série de abandonos e não classificações, a Ligier não marca ponto nenhum na temporada. Em 1984, Hesnault e De Cesaris melhoram um pouco o desempenho da equipe que soma três pontos no ano, todos conquistados por De Cesaris, que permanece na equipe em 1985.
Neste ano, a Ligier volta a contar com Laffite como piloto. O retorno traz boas novas para os franceses que somam mais pontos que no ano anterior. No GP da Áustria daquele ano, De Cesaris protagoniza um acidente incrível capotando três vezes e sai ileso, porém, o ocorrido lhe custa o emprego. Guy Ligier substitui o italiano por Streiff que conquista seu único pódio exatamente na Áustria.
Em 1986, Laffite permanece na equipe e tem como companheiro o experiente René Arnoux. Com um pódio no GP do Brasil daquele ano, Laffite vinha tendo uma temporada mediana, até sofrer um grave acidente em Brands Hatch, que lhe obrigou a encerrar a carreira. Para seu lugar Ligier contrata o francês Philippe Alliot. A equipe termina a temporada em quinto lugar com 29 pontos.
Para o ano de 1987 a equipe contou com Arnoux e Ghinzani. O desempenho é muito ruim e a equipe fica em 11º com apenas um ponto conquistado por Arnoux. Para 1988, Ghinzani é substituído por Stefan Johansson, mas também não adianta por que a equipe volta a zerar a temporada. Em 1989, Grouillard vem para o lugar de Johansson a equipe marca apenas três pontos na temporada e fica em 13º.
Em 1990, dessa vez com os pilotos Alliot, que voltou para os azuis e o italiano Nicola Larini, a equipe sofre de novo e passa mais uma temporada em branco. Para 1991, a Ligier contrata o piloto belga Thierry Boutsen e o francês Erik Comas. É o segundo ano seguido sem pontos e o quarto de sua história. Em 1992, os pilotos permanecem e com os últimos pontos de Boutsen, conquistados na Austrália a equipe azul termina a temporada em sétimo.
1993 marcou o renascimento da Ligier. A equipe não forma uma dupla com pelo menos um francês, mas com os ingleses Martin Brundle (ex-Benetton) e Mark Blundell (ex-Brabham). Com 23 pontos marcados e três pódios (dois de Brundle, um de Blundell), a Ligier encerra a temporada em quinto lugar.
Em 1994, a equipe dispensa a dupla Brundle e Blundell e aposta em Olivier Panis e o também francês Éric Bernard e no GP da Alemanha a equipe coloca seus dois pilotos no pódio. Mesmo com o pódio, os pilotos são trocados por Johnny Hebert e Franck Lagorce que não tem sucesso no ano. A equipe fica em sexto lugar com 13 pontos
Em 1995  Brundle retorna à equipe, com a manutenção de Panis no time. O japonês Aguri Suzuki, disputa algumas corridas num "sistema de revezamento", e sofre um grave acidente nos treinos do GP do Japão, deixando a F-1. Panis conquista o segundo pódio da Ligier no GP da Austrália, o primeiro foi de Brundle.
A Ligier já quase foi vendida para alguém em 1996, porém a equipe não desistiu. Mantém Panis e contrata o brasileiro Pedro Paulo Diniz, vindo da Forti. O começo é tímido, mas a vitória foi retorna no GP de Mônaco, onde quatro carros terminaram a corrida. Panis, que largara de décimo-quarto, resiste à pressão de David Coulthard, mas só alivia porque o tempo-limite de duas horas estava esgotado.
Olivier comemora sua única vitória levando a bandeira francesa na sua mão, copiando o gesto criado por Ayrton Senna. Depois de vinte anos de atividades, o tetracampeão Alain Prost, que chegou a testar a Ligier em 92, compra a equipe e a converte na Prost Grand Prix. No final das contas, a Ligier dá adeus em grande estilo, mesmo com um singelo sexto lugar.
 Curiosidades sobre a equipe Ligier
     Michael Schumacher heptacampeão da F-1, já testou a Ligier, em fins de 94.
    Todos os carros da Ligier tinham a sigla JS, numa homenagem ao piloto francês Jo Schlesser, morto em 1968.A Ligier teve o maior número de pilotos com a mesma nacionalidade da equipe: quinze franceses ocuparam o cockpit. 
     O modelo JS11 usado nas temporadas de 1979 e 1980 eram réplicas fieis do Lotus 79.

domingo, 11 de março de 2012

Que fim levou (4)




                                     Damon Hill correndo pela Arrows em 1996 


A Arrows Grand Prix International foi uma equipe que participou da F1 entre os anos de 1977 e 2002. No período entre 1991 e 1996, ficou conhecida também como Footwork. Em 1977, a equipe foi fundada por Franco Ambrosio, Alan Rees, Jack Oliver Dave Wass e Tony Southgate. O nome da equipe surgiu da junção das iniciais dos sobrenomes de seus fundadores.
Sediada em Milton Keynes, na Inglaterra, a equipe conseguiu montar seu primeiro carro em 53 e já na terceira corrida, no Grande Prêmio do Oeste dos EUA, em Long Beach, a equipe alcançou seus primeiros pontos, com o italiano Riccardo Patrese. Nesta época a equipe corria com os motores Ford/Cosworth, que dominavam o cenário da Fórmula 1. Essa parceria durou até o ano de 1983.
No ano seguinte a equipe passa a utilizar motores BMW e a equipe termina a temporada em 9º lugar entre os construtores. Em 1985, a Arrows melhora e fica em 8º lugar na temporada. Em 1987, os motores BMW dão lugar aos Megatron e ainda assim, a equipe inglesa melhora seu desempenho, fechando o ano em 6º. Em 1988, a equipe inglesa conquista seu melhor resultado terminando o campeonato em 4º lugar.
Em 1991 a equipe passou a se chamar Footwork e contava com motores Porsche, porém os resultados não foram bons a equipe chefgou a correr com os motores Ford. Em 1992, a equipe passou a ter motores Mugen, subsidiária da Honda, manteve o nome Footwork até 1996, quando voltou a ser apenas a Arrows. No período em que correu com este nome, a equipe fez 95 corridas e não venceu nenhuma, conquistou um pódio no GP da Austrália de 1995.
Em 1996, Tom Walkinshaw comprou uma participação na equipe e em setembro daquele ano contratou Damon Hill, que já havia sido campeão mundial pela Willians. Para ser companheiro do inglês, Walkinshaw, contratou o brasileiro Pedro Paulo Diniz. A equipe quase conquistou uma vitória logo na estréia, na Hungria, quando Hill, que largara em 9º liderava a corrida na parte final, mas teve problemas no câmbio e terminou em segundo lugar. Em 1998, a equipe passa a contar com os motores Yamaha.
Em 2000, os motores passam a ser Supertec e os pilotos da equipe são Pedro de la Rosa e Jos Verstapen.Em 2001 acontece a mudança para os motores V10 e isso acaba prejudicando a Arrows, que correu com motores fornecidos pela Asiatech. De la Rosa e Verstapen continuam na equipe e Walkinshaw ainda contrata o jovem brasileiro Enrique Bernoldi. Naquele ano, apenas Verstapen, na Áustria, marca pontos para a equipe.
Os anos de 2002 e 2003 são trágicos para a Arrows e a equipe. No primeiro ano ela teve uma temporada sofrível e no segundo, acabou sem dinheiro para correr toda a temporada. Um consórcio liderado por Charles Nickerson comprou o patrimônio da equipe assim como já havia feito com o espólio da Prost. Seu objetivo era claro: Entrar para a Fórmula 1, porém seu projeto foi barrado pela FIA e a equipe faliu no início daquele ano mesmo
Todo o espólio da equipe foi comprado por Paul Stodart, e depois repassados à equipe Minardi como um potencial substituto para o chassis de sua própria equipe. A equipe Super Aguri comprou os carros de 2002 e utilizou como os SA05 durante as primeiras corridas da temporada de 2006 – eles também ficaram baseados na antiga fábrica da Arrows.
A Super Aguri, figurou durante poucos anos na Fórmula 1 e com a saída da Honda, a equipe seguiu o mesmo caminho que sua mentora deixando a categoria. Em sua história, a Arrows estabeleceu um recorde nada invejável de 368 corridas sem vitórias. Ela conquistou apenas alguns pódios, uma pole-position.

terça-feira, 6 de março de 2012

Que fim levou (3)


                            Lotus 79, último monoposto campeão de f1 da equipe.

Dando continuidade a série que fim levou, vamos contar hoje um pouco da história de um dos mais famosos e tradicionais times que já participaram do circo da Fórmula 1. Falo aqui do Team Lotus, ou simplesmente Lotus, criado por Colin Chapman e que revolucionou o automobilismo mundial por pelo menos duas vezes.
A primeira revolução aconteceu em 1978, com o desenvolvimento do chamado carro-asa, que conquistou o Mundial daquele ano com o americano Mario Andretti. A Lotus foi uma equipe da fábrica inglesa de carros Lotus Cars e participava de várias categorias como Fórmula 2, Fórmula Ford, Fórmula Júnior, ligas americanas e a Sport Car Racing.
Durante os anos 60 e 70, foi ao lado da Ferrari, a equipe mais tradicional e vitoriosa da Fórmula 1, porém na década seguinte iniciou um irreversível processo de decadência, que resultou no seu fim definitivo na década de 90. Com o ocaso da equipe britânica, formou-se o que ficou conhecido como “big Three”, em português três grandes: Ferrari, McLaren e Willians.
Em 1952, depois de disputar corridas em diversas categorias, Chapman decidiu ingressar na Fórmula 1 com dois Lotus 12, tendo como pilotos Graham Hill e Cliff Allison como pilotos. A estréia se deu no charmoso Grande Prêmio de Mônaco. No mesmo ano, os Lotus 12 dariam lugar aos Lotus 16.
Em 1959, os motores foram ampliados e Chapman manteve os mesmos na dianteira de seus carros. Porém, a ideia não se mostrou muito eficiente. Em 1960, a equipe passa a contar com motores centrais no Lotus 18. O sucesso foi tão grande que a empresa passou por um grande processo de ampliação.
Na corrida dos Estados Unidos, em 1961 a Lotus chega a sua primeira vitória oficial na categoria com o piloto Innes Ireland – em 1960 Stirling Moss ganhou o GP de Mônaco com uma Lotus 18, que pertencia a equipe independente Rob Walker Racing Team.
Entre os pilotos que marcaram seus nomes na história da equipe, encontramos Jim Clarck, Graham Hill, Emerson Fittipaldi, Jochen Rindt, Mario Andretti, Ayrton Senna, Nelson Piquet, Ronnie Peterson, Nigel Mansell e Mika Häkkinen. 
A lendária Lotus contabiliza 489 corridas concluídas, 79 vitórias, 107 poles positions, 6 Campeonatos Mundiais entre os pilotos (1963-1965-1968-1970-1972-1978), 7 Campeonatos Mundiais de construtores (1963-1965-1968-1970-1972-1973-1978). Sua última corrida foi o Grande Prêmio da Austrália de 1994.
Em dezembro de 2010, a equipe Renault F1 foi comprada pelo Grupo Lotus, controlado pela Proton e passou a se chamar Lotus Renault. Para a temporada de 2012, o nome da equipe será apenas Lotus, apesar da manutenção dos motores franceses, fazendo com que de certa forma, a mítica Lotus Team retorne à elite do automobilismo mundial.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Que fim levou (2)

                                         Brabham BT54 de Nélson Piquet em 1985

Dando continuidade a série "Que fim levou", o texto de hoje contará um pouco da história da lendária equipe Brabham. A equipe, fundada pelo então bi-campeão mundial de Fórmula 1 Jack Brabham, em 1961, veio a conquistar sua primeira vitória somente em 1964, como piloto estadunidense Dan Gurney, no Grande Prêmio da França, no mesmo ano Gurney viria a ganhar também a etapa mexicana, sempre a bordo do Brabham BT7, com motor Climax V8. 
Em 1966, com um novo regulamento que agora permitia motores de 3000 cc, Jack Brabham venceu o campeonato tornando-se o único piloto da categoria a ser campeão com um carro cosntruído por ele mesmo. No ano seguinte, a equipe se sagra mais uma vez campeã, desta vez com o piloto Dany Hulme. Em 1970, Jack Brabham se aposenta e vende sua parte na equipe ao antigo sócio Tauranac. 
Em 1972, Bernie Eclestone, hoje o Big Boss da F1, adquire a equipe e traz com ele o engenheiro Gordon Murray. Em 1981 e em 1983, a equipe volta a conquistar títulos levando o mundial de pilotos com o brasileiro Nélson Piquet, nas duas oportunidades. Nos anos seguintes a equipe passa por problemas que vão apequenando o time e sua história. 
Em 1992, a Brabham inicia a temporada com a italiana Giovanna Amati e com o belga Eric van de Poele. No mesmo ano, Giovanna é substituída no Grande Prêmio de Silverstone, pelo inglês Damon Hill, que em 1996, seria campeão do mundo pela Willians. O inglês ainda defendeu a Brabham no Grande Prêmio da Hungria, o último suspiro da equipe, que fecharia as portas ao término da temporada.
A Brabham encerrou sua participação na Fórmula 1, com um histórico de 394 corridas disputadas, 35 vitórias, 39 poles, 41 voltas mais rápidas,
124 podiuns, 864 pontos conquistados, 4 títulos de pilotos (66, 67 com Jack Brabham e 81 e 83 com Nélson Piquet) e dois títulos de construtores (66 e 67).



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Minha proposta para os estaduais

Todo início de nao é a mesma história, basta começarem os estaduais para que reapareça o debate sobre o futuro dos mesmos e até a sua  possível extinção em um futuro incerto. pois bem, após ouvir muito  de comentaristas, esportistas , dirigentes e torcedores, tomei coragem e vou escrever aqui uma  proposta para encurtar os estaduais, desafogando assim o calendário do nosso  futebol. Como curto os estaduais, nunca defendi o encerramento  dos mesmos, mas agora  acredito ter uma boa opção para dinamizar essa competição.
Tomei como exemplo, as  famosas  Carling Cup e F.A. Cup. A primeira é mais conhecida no Brasil como Copa  da Liga  Inglesa e a segunda é a Copa da Inglaterra. Nas duas a fórmula de disputa é eliminatória, mas ao contrário de competições como a Copa do Brasil, lá é eliminatória simples, ou seja, perdeu está eliminado. Desta  forma, economizam-se datas, possibilitando umacompetição  mais enxuta. Acredito que essa, seria uma  boa solução para  nossos estaduais.
Assim, poderiamos ter campeonatos até com um número maior de clubes. Por exemplo, o Paulistão  poderia subir o número de participantes indo para 32 clubes. Caso um  estadual tenha esse número de participantes, bastariam poucas datas para a disputa. O campeonato começaria em fevereiro e se encerraria na primeira semana de março. Com  isso, sobrariam  datas para  uma melhor preparação para o Brasileirão e tambem para a Libertadores.
Porém, o contrário do que muitos defendem, não acho correto que os grandes clubes entrem no decorrer da competição, até por que se na Inglaterra, funciona assim e os grandes de lá fazem bons papéis nesses torneios, não há motivo para acreditar que aqui seria  diferente. Acredito também que o risco eminente de eliminação a cada partida traria mais emoção e também aumentaria o público e a renda e assim, os estaduais ganhariam  folêgo para alimentar as rivalidades, uqe tanta  emoção  dão ao nosso futebol.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Que fim levou (1)


                                       Tyrrell de Jackie Stewart, campeã de 1971

A Fórmula 1 ainda está na fase de testes da pré-temporada e para esquentar os motores, enquanto a emoção não começa pra valer, o Blog O Observador iniciou uma sessão com o título a cima para contar um pouco da história da categoria. Para iniciar, falaremos daquela equipe que inspirou a criação da série. Refiro-me a equipe Tyrrell, que marcou seu nome na categoria.
A Tyrrell Racing Organization foi uma equipe fundada, por Ken Tyrrell, que após deixar a Royal Air Force, se tornou piloto carreira na qual não obteve muito sucesso. Em 1970, após a quebra de um acordo entre Ken Tyrrell e a equipe Matra, quando Ken construiu o Tyrrell 001, que utilizava os motores Ford Cosworth, para correr as três etapas que faltavam até o término da temporada. O carro pilotado por Jackie Stewart conquistou uma pole position no Grande Prêmio do Canadá, mas ainda não seria naquela temporada que Ken Tyrrell comemoraria sua primeira vitória.
Em 1971, a Tyrrell faz um campeonato histórico alcançando o título entre os construtores e entre os pilotos com Jackie Stewart, que venceu seis etapas. Seu companheiro Fraçois Cévert, venceu uma. Em 1972, com os mesmos pilotos e foi vice-campeã, entre os construtores. Entre os pilotos, Stewart foi vice-campeão. Em 1973, a dupla continuou e os resultados forma bons novamente. Stewart foi campeão entre os pilotos com cinco vitórias e 71 pontos e a Tyrrell ficou em segundo no Mundial de Construtores.
Em 1973 a equipe passa por seu episódio mais traumático. Surgem boatos de que Stewart se aposentaria, mas ele não confirma a informação e alega que a história seria uma criação de seu companheiro, pois sua aposentadoria seria a única chance que o francês teria de ganhar alguma coisa.
O francês respondia que seria o campeão daquele ano e durante os treinos para o Grande Prêmio dos EUA em Watkins Glen, durante uma volta rápida após o trecho dos esses, seu carro decolou e em seguida bateu no guard-rail a uma velocidade de 250 km/h. A batida impulsionou o carro para o guard-rail oposto. A Tyrrell de Cévert, ainda se arrastou Por 100 metros antes de parar em definitivo. O francês não sobreviveu e no dia seguinte Stewart anunciou sua retirada da categoria.
Para as vagas, a Tyrrell contrata o sul-africano Jody Scheckter e o francês Patrick Depailler. O sul-africano conquistou as corridas da Suécia e da Grã-Bretanha e a equipe termina o ano em terceiro lugar entre os construtores. No ano seguinte, com a mesma dupla a equipe conquista uma vitória na África do Sul e fica em quinto lugar no Mundial de Construtores.
Em 1976, a Tyrrell conquista uma pole e uma vitória na Suécia com Jody Scheckter e novamente é a terceira colocada entre as construtoras. Na segunda metade da década de 70, a Tyrrell coleciona resultados medianos, que pouco lembram o início arrasador da equipe e em 1980, pela primeira vez na história do time, ela termina a temporada sem pódios. Em 1981, a Tyrrell faz uma péssima temporada e termina em oitavo lugar entre os construtores, a pior colocação de sua história.
Em 1983, outra temporada ruim, e a equipe fecha o ano em sétimo lugar entre as construtoras. O único motivo de comemoração é a vitória de Michele Alboreto em Detroit. Em 1988, a Tyrrell era a única equipe a correr com os motores aspirados, todas as outras tinham os famosos turbos. No GP dos EUA, em Detroit, após a vistoria no carro de Martin Brundle foi constatado uma série de irregularidades no peso do veículo e também apresentaram suspeitas de alteração de combustível com substâncias proibidas.
 No dia 18 de julho do mesmo ano, uma semana antes do GP da Inglaterra, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu pela punição mais radical com a desclassificação e banimento da equipe inglesa da F1. Após apelar na Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Tyrrell conseguiu que seus carros corressem em Brands Hatch. A equipe participou ainda de mais três provas antes de se retirar da categoria.
Entre 1989 e 1992, a Tyrrell retorna a Fórmula 1, mas seu desempenho no período é fraco e a equipe consegue poços feitos dignos de nota. Em 1993, a equipe que agora conta com os pilotos De Cesaris e Katayama, além dos motores Yamaha, faz a pior temporada de sua história ficando em penúltimo lugar. Em 1994 ainda com motores Yamaha, a Tyrrell chega ao seu último pódio, com o terceiro lugar de Mark Blundell, no GP da Espanha.
Em 1997, agora com os motores Ford Cosworth de volta, mas sem o brilho e a potência dos anos 70, o único feito alcançado e digno de registro foi o quinto lugar de Jos Verstappen no GP de Mônaco, que rendeu os 2 últimos pontos da história da equipe. No final do ano, a equipe é vendida para a British American Tabaco, que passa a nomeá-la como British American Racing, ou simplesmente BAR.
A Tyrrell marcou a história da principal categoria do automobilismo mundial, estreando oficialmente em 1970, no Grande Prêmio da África do Sul, no circuito de Kyalami e totalizou 430 corridas, conquistando Dois campeonatos de construtores, um de pilotos, 23 vitórias, 77 pódiuns, 621 pontos, 14 poles positions e 20 voltas mais rápidas.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Novidades no Blog O Observador

Este ano o bolg caminha para seu terceiro anniversário e alguams  novidades gestadas durante o último ano, que não puderam ser colocadas em prática, serão finalmente colocadas em prática. Conforme o  planejado no início de 2011, seguiremos mais de perto a rotina de algumas categorias esportivas como a Fórmula 1 e a Fórmula Indy. Além  de seguir também o desenrolar de competições importantes como a Eurocopa e a Uefa  Champions League.
No setor do esporte a motor em breve começareremos uma série contando histórias e que fim levou as equipes que passaram  pela elite do automobilismo e hoje não  fazem mais parte do circo. A cada semana, um novo texto contando um  pequeno histórico de cada equipe será  publicado  nesse espaço, a  série não tem previsão de término uma  vez que somente em um rápido levantamento  levando em conta apenas o período de 1994 até hoje, já apresentou uma lista com quase 30 times. Também faremos uma série com circuitos famosos que deixaram seu nome na F1 e que hoje estão  fora do calendário.
Outros temas prometem muitos textos neste espaço, uma vez que em 2012,  termos  os Jogos Olímpicos de Londres, as eleições municipais aqui no Brasil e as eleições presidenciais nos EUA, onde a corrida já  iniciou e também as eleições na França. No mais, o blog continuará com as sessões que já  possui como as famosas Cartas Abertas que já fizeram dois anos  com  elegios  para muitos e também críticas para alguns. Outra parte do blog que permanecerá é o Prêmio Fanfarrão do Ano, que já  vai para a sua 3º edição e já mostrou  fortes candidatos para o prêmio deste ano,  ainda que o  ano esteja apenas no seu começo.