sábado, 4 de dezembro de 2010

Carta Aberta ao Presidente Lula


Estamos chegando ao fim de 2010 e com o final do ano, termina também o segundo mandato do presidente Lula. Como já era esperado desde 2002, quando ele venceu as eleições, muitas críticas foram feitas a este governo que mesmo com estas dificuldades e com os problemas financeiros encontrados no início de 2003, Lula conseguiu fazer um governo histórico. Foram muitos avanços nas áreas sociais sem descuidar da parte econômica. Seu goveno fez a imagem do país mudar no exterior, o Brasil ganhou espaço no cenário internacional e mostrou sua força, principalmente durante a crise econômica, que foi maior até do que a de 1929, um dos principais motivos para a II Guerra Mundial. Nesta crise de 2008/09, o Brasil foi o último a entrar e o primeiro a sair. Muitos dos críticos dirão que isso não pe mérito do Governo Lula, pois na verdade ele continua a rezar em uma cartilha muito parecida com a de seu antecessor. Entretanto, esta afirmação é uma inverdade, pois durante estes quase oito anos de Governo Lula, além de se fortalecer enconômicamente o país também ampliou o número de parceiros comerciais, fazendo com que o país tivesse mais países interessados em nossos produtos e desta forma, poderiamos vender mais, sem se preocupar com quem estava atravessando problemas econômicos.
Também é evidente que ainda há muito o que avançar, é preciso continuar melhorando a saúde, a educação, a infra-estrutura do país e gerar ainda mais justiça social, olhando de maneira especial para movimentos sociais como os Sem-Terra e os Sem-Teto. Para sanar os problemas de infra-estrutura é fundamental se fazer a reforma urbana e agrária, pois isso evitará a migração de famílias para as cidades, o que aumenta a pobreza e a favelização das grandes metrópoles.
É claro que não se pode resolver todos os problemas em oito anos, ou em 16, mas o impportante é que seu governo colocou o Brasil no caminho do desenvolvimento sustentável e que continuará transformando o país.
Ainda é preciso também vencer algumas barreiras importantes para a consolidação do Estado Democrático de Direito e uma destas barreiras e ser vencida é o novo marco regulatório da comunicação. É preciso que o Brasil discuta e defina isso o quanto antes.

domingo, 28 de novembro de 2010

Não haverá vencedores

MARCELO FREIXO

Pode parecer repetitivo, mas é isso: uma solução para a segurança pública do Rio terá que passar pela garantia dos direitos dos cidadãos da favela


Dezenas de jovens pobres, negros, armados de fuzis, marcham em fuga, pelo meio do mato. Não se trata de uma marcha revolucionária, como a cena poderia sugerir em outro tempo e lugar.
Eles estão com armas nas mãos e as cabeças vazias. Não defendem ideologia. Não disputam o Estado. Não há sequer expectativa de vida.
Só conhecem a barbárie. A maioria não concluiu o ensino fundamental e sabe que vai morrer ou ser presa.
As imagens aéreas na TV, em tempo real, são terríveis: exibem pessoas que tanto podem matar como se tornar cadáveres a qualquer hora. A cena ocorre após a chegada das forças policiais do Estado à Vila Cruzeiro e ao Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro.
O ideal seria uma rendição, mas isso é difícil de acontecer. O risco de um banho de sangue, sim, é real, porque prevalece na segurança pública a lógica da guerra. O Estado cumpre, assim, o seu papel tradicional. Mas, ao final, não costuma haver vencedores.
Esse modelo de enfrentamento não parece eficaz. Prova disso é que, não faz tanto tempo assim, nesta mesma gestão do governo estadual, em 2007, no próprio Complexo do Alemão, a polícia entrou e matou 19. E eis que, agora, a polícia vê a necessidade de entrar na mesma favela de novo.
Tem sido assim no Brasil há tempos. Essa lógica da guerra prevalece no Brasil desde Canudos. E nunca proporcionou segurança de fato. Novas crises virão. E novas mortes. Até quando? Não vai ser um Dia D como esse agora anunciado que vai garantir a paz. Essa analogia à data histórica da 2ª Guerra Mundial não passa de fraude midiática.
Essa crise se explica, em parte, por uma concepção do papel da polícia que envolve o confronto armado com os bandos do varejo das drogas. Isso nunca vai acabar com o tráfico. Este existe em todo lugar, no mundo inteiro. E quem leva drogas e armas às favelas?
É preciso patrulhar a baía de Guanabara, portos, fronteiras, aeroportos clandestinos. O lucrativo negócio das armas e drogas é máfia internacional. Ingenuidade acreditar que confrontos armados nas favelas podem acabar com o crime organizado. Ter a polícia que mais mata e que mais morre no mundo não resolve.
Falta vontade política para valorizar e preparar os policiais para enfrentar o crime onde o crime se organiza -onde há poder e dinheiro. E, na origem da crise, há ainda a desigualdade. É a miséria que se apresenta como pano de fundo no zoom das câmeras de TV. Mas são os homens armados em fuga e o aparato bélico do Estado os protagonistas do impressionante espetáculo, em narrativa estruturada pelo viés maniqueísta da eterna “guerra” entre o bem e o mal.
Como o “inimigo” mora na favela, são seus moradores que sofrem os efeitos colaterais da “guerra”, enquanto a crise parece não afetar tanto assim a vida na zona sul, onde a ação da polícia se traduziu no aumento do policiamento preventivo. A violência é desigual.
É preciso construir mais do que só a solução tópica de uma crise episódica. Nem nas UPPs se providenciou ainda algo além da ação policial. Falta saúde, creche, escola, assistência social, lazer.
O poder público não recolhe o lixo nas áreas em que a polícia é instrumento de apartheid. Pode parecer repetitivo, mas é isso: uma solução para a segurança pública terá de passar pela garantia dos direitos básicos dos cidadãos da favela.
Da população das favelas, 99% são pessoas honestas que saem todo dia para trabalhar na fábrica, na rua, na nossa casa, para produzir trabalho, arte e vida. E essa gente -com as suas comunidades tornadas em praças de “guerra”- não consegue exercer sequer o direito de dormir em paz.
Quem dera houvesse, como nas favelas, só 1% de criminosos nos parlamentos e no Judiciário…


MARCELO FREIXO, professor de história, deputado estadual (PSOL-RJ), é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Nota do Blog: A lucidez de Freixo é eloquente.

E note que, até agora, nenhum político foi preso pela operação policial.

Nem mesmo nenhum integrante das milícias que dominam os morros.

E o governador do Rio também não consegue dar uma explicação razoável para a mansão que possui.

Imaginar que o problema esteja naqueles pés-rapados que vimos em fuga é abusar da nossa ignorância.

Texto reproduzido do Blog do Juca Kfouri
http://blogdojuca.uol.com.br

Falam demais

A temporada 2010 de F1, já acabou e como todos sabem, Vettel em uma surpreendente virada conquistou o mundial de pilotos e a Red Bull, delitou e rolou dominado a temporada e ganhando de maneira limpa a competição entre as equipes. Agora o que importa é quem vai correr a onde na temporada 2011 e algumas especulações ainda pairam no ar. Mas mesmo entre os que já tem vaga garantida para 2011, é comum ouvir muito falatório, como é o caso de Felipe Massa/Ferrari.
O piloto brasileiro tem ocntrato com a equipe de Maranello, até 2012, mas já se especulam algumas coisas que podem mudar este cenário. Stefano Domenicali, em entrevista ao Corriere della Sera, afirmou que Massa terá que mostrar resultados para permanecer em um carro vermelho pois bem, alguns pontos precisam ser esclarecidos após esta infeliz declaração: Massa disputou o título de 2008 até depois do fim da última prova e só não foi campeão por azar, ou imprudência da Ferrari, que com suas já clássicas "trapalhadas" contribuiu para a conquista da dupla Hamilton/McLaren.
Em 2009, Massa não teve um carro que pudesse disputar com os carros da Red Bull e da finada Brawn GP, que dominaram a categoria. Um fato que pode comprovar a inferioridade ferrarista, é que Massa sempre andou atrás de Barrichello (para muitos brasileiros o primeiro é muito melhor que o segundo). Outro fato determinante para 2009, ser um ano paraser esquecido por Felipe foi seu grave acidente na Hungria, que o tirou da metade do campeonato. Evidente que com isso, seria impossível fazer com que o brasileiro disputasse algo.
Já neste anos de 2010, o fator carro não foi problema para a Ferrari e Massa, mas a qestão ai era um conjunto de fatores preocupantes para o brasileiro. Seu companheiro Fernando Alonso, bicampeão do mundo e um excelente piloto, além do curriculo tinha a simpatia da própria Ferrari, além de ter levado o principal patrocinador da equipe nesta temporada. Ou seja o espanhol tinha talento, simpatia da equipe e do patrocinador, assim era invitável que ele fosse o piloto nº 1 desta forma, as coisas se complicaram para Massa e a temporada mostrou isso.
Na etapa alemã, a equipe protagonizou a maior vergonha do ano e mandou que Felipe deixasse o compaheiro ultrapasá-lo. Uma corrida onde Massa tinha chance de vencer e manter as chances de título, a equipe, que agora lhe cobra resultados não deixou, preferiu que o queridinho levasse a bandeirada quadriculada. Assim, a Ferrari só mostra que baseada em sua tradição, fica apenas falando demais e trabalhando e respitando os outros de menos. Quem sabe se Massa tiver o respito que a Ferrari deveria disoensá-lo, ele não apresente ótimos resultados.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

E agora Palmeiras?

Na noite de 24 de novembro, o Palmeiras, jogava em casa contra o Goiás. Um empate era o suficiente para que o time do Parque Antárctica chegasse a final e assim mantivesse o sonho de ir para a Libertadores em 2011. Entretanto, o alviverde goiano surpreendeu a todos e venceu por 2 a 1, eliminando o time paulista. O fraco desempenho do antigo Palestra no Brasileirão, fez com que todos vissem o torneio continental como a "tábua de salvação" do alviverde este ano. Mas o Goiás botou muita água no vinho da italianada.
Ficou claro, que não há mais o que fazer para que o Verdão, tenha sucesso no Brasileirão e assim salve 2010. Claro que este resultado pífio é culpa da direção e não do bom técnico Felipão (que a essa hora deve estar arrependido de não ter voltado para a seleção). Mas como acontece a cada tropeço de um grande time, principalmente quando se junta com a proximidade de eleições internas, o cargo de Felipão não está garantido para o ano que vem.
Além de desrrespeito com a história do técnico, este comportamento ainda levanta outro problema. Felipão voltou para o Palestra durante a Copa de 2010 e com a saída do Dunga, ele, por motivos óbvios foi cotado para substituir o capitão do tetra. Claro que os outros postulantes também tinham e tem competência para ser técnico do Brasil, mas o fato de já ter sido campeão do mundo com a amarelinha, fazia de Felipão um forte candidato.
Mas a diretoria palmeirense, frisou que o contrato dele com o time era de longo prazo e por isso ele não poderia sair, salvo se a CBF pagasse uma pesada multa recisória. A mesma história foi ouvida nas Laranjeiras com relação ao Muricy. Por isso, Mano Menezes chegou na seleção. Essa mudança acabou afetando o desempenho do time dirigido por Mano Meneses, que ficou sete jogos sem vitória e com isso a classificação foi alterada. O time do Muricy, que já disputava o título desde aquela época, assumiu a liderança e hoje está com uma mão na taça.
Claro que não vou afirmar aqui que essa "dança dos bancos" foi decisiva para o resultado final do campeonato, mas influenciou sim. E agora? Sem garantia de continuidade em seu trabalho no Palmeiras, como fica o Felipão? Ele poderia estarno lugar do Mano e fazer um trabalho tão bom quanto ele, mas a diretoria não deixou para dispensá-lo seis meses depois? Isso não se faz Palmeiras, nem em time de várzea, se sacaneia um profissional do nipe do Felipão como vocês já pensam em fazer.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Respeito a tradição

2010 vem chegando ao fim. Mas 2011 nos guarda muitas emoções, entre elas a corrida que por motivos óbvios já é considerada a corrida mais importante da história. O mítico circuito de Indianápolis receberá a 100ª edição das 500 milhas. Sim a mais famosa corrida do mundo chegara ao centenário em 2011. É evidente que para a maioria dos brasileiros, isso não quer dizer muita coisa, afinal fomos acostumados a entender que corrida que "presta" é a F1, o resto é nada mais do que isso, a sobra.
No mais recente post do Blog do Victal, do jornalista Victor Martins, ( http://colunistas.ig.com.br/victormartins/2010/11/23/indy-e-os-precos/ ) ele relata a importância, a organização e a melhor maneira de continuar atraindo o fiel público que a cada ano lota o famoso autódromo. Para a edição centenária, a organização colocou preços irisórios nos ingressos, o mais barato sai por US$ 5,00 (R$ 8,61) e o mais caro, o da corrida, sai à US$ 35,00 (R$ 60,29). É iniveital a comparação que o mesmo jornalista faz, enquanto a famosa Indy 500, custa só isso a corrida da Indy em terras paulistanas varia entre R$ 180,00 à R$ 350,00.
A discrepância entre os preços mostra a diferença do nível entre os organizadores, a prova de lá, muito mais famosa e tradicional em sua edição especial fica assustadoramente mais barato que a corrida no novo percurso de rua. É claro, que pelo fato de o brasileiro não estar habituado com a Indy, provocou comentários engraçados e sem nexo, sobre a "reclamação" do jornalista.
Por mais que não se gostem de corridas onde "só se vira o volante para um lado", é preciso respeitar a história e a importância desta que é sim a corrida mais famosa da história, ao menos entre os fórmulas. Ao invés de criticar o dono do Blog, os brasileiros deveriam aprender com os estadunidenses e garantir muita emoção, conforto e segurança a preços quase que irrisórios. Não é preciso tentar diminuir o mito da Indy 500, mas sim trabalhar para melhorar os eventos em terras tupiniquins. Como já diz o dito popular: Respeito é bom e todo mundo gosta. E no caso do Indianápolis Motor Speedway e da Indy 500, eles gostam e merecem sim.

domingo, 21 de novembro de 2010

Brasileirão 2010, uma conquista maculada?

Faltam duas rodadas para o final do campeonato interclubes, mais difícil do mundo e como não poderia deixar de ser, a polêmcia é um ingrediente que vem ganhando força a cada dia. Depois de muita polêmica na rodada passada, por conta de arbitragens que estariam supostamente favorecendo um determinado time, a rodada deste final de semana, acabou "botando mais lenha na fogueira".
Muito se falou de armações para se ter o cmapeão deste ano. O primeiro argumento foi tão ridículo, que rapidamente foi esquecido. Para os adversários o time que vem sendo beneficiado, precisa ser campeão para não passar o ano em branco, mas outros grandes clubes comemoraram o centenário sem ser campeões do Brasileirão. Por isso, tal idéia foi abandonada.
Em seguida lembraram que o presidente deste clube, foi o chefe da delegação brasileira, na Copa da África e por isso a CBF, estaria "ajudando" a equipe a ser campeã. É estranho tal argumento, pois em 1994, o clube presidido pelo então chefe da delegação do Brasil nos EUA, ficou com o vice-campeonato do Brasileirão. Portanto, esta ideia não tem muita consistência.
aos que alegam um número excessivo de erros de arbitragem, "favorecendo tal agremiação", lembro que também ocorreram muitos erros que prejudicaram o mesmo time e que normalmente, quem reclama da arbitragem, faz isso para esconder a incompetência para alcançar seus objetivos.
Assim sendo, fica muito complicado acreditar em qualquer uma dessas justificativas, para se alegar que o campeonato já estaria comprometido, até por que o atual presidente da CBF, que organiza a competição foi dirigente de outro clube que também está na disputa e seria muito ilógico ele atuar para prejudicar o seu clube e favorecer o de um "amigo".
Porém, o que chamou a atenção nesta última rodada foi o fato de que em um dos jogos chaves, o comportamento do adversário de um dos líderes, ter jogado como se estivesse em rítmo de treino, além de se mostrar muito displicente em campo. Talvez isso tenha acontecido para atender a um pedido da sua própria torcida, que estendeu uma faixa com a palavra "entrega".
Fica aqui a dúvida, quem será o campeão do Brasileirão 2010? O time que supostamente está sendo favorecido pela cartolagem, ou o time que supostamente está sendo ajudado pelos adversários que resolveram entregar suas partidas? Caso essas perguntas sejam respondidas com a confirmação de qualquer uma destas suposições, ficará uma certeza sobre o Brasileirão 2010. O campeonato deste ano ficou manchado sim.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Nosso Anti-Herói Cinematográfico

O sucesso de Tropa de Elite 2 - O inimigo agora é outro, nos trás muitos debates importantes para a sociedade brasileira contemporânea. Não vou aqui ficar debatendo sobre a questão da segurança pública e da política brasileira muito bem dissecada nos dois filmes estrelado pelo Capitão/Coronel Nascimento. Meu objetivo aqui é outro, faço neste espaço um questionamento comportamental do fictício comandante do BOPE e sua repercussão perante a sociedade.
É evidente que o comportamento e o pensamento do Nascimento mudou com o tempo - muitos anos separam o Capitão do Coronel -, mas mesmo me considerando um grande fã dos filmes e dá história, não posso concordar com o pensamento predominante sobre este policial. Sei que ele é o personagem principal nos dois filmes e que isso naturalmente fa com que se classifique o mesmo como herói.
Mas por questão de coerência com meus principios, não posso embarcar na onda que o pinta como grande herói - a Veja de algumas semanas atrás o chama de primeiro super-herói brasileiro. Eu discordo desta análise e motivos não me faltam para tanto. Ainda tenho comigo aa visão romântica e infantil de que heróis não falham e Nascimento falha e muito.
Quando ainda era Capitão ele não pensava duas vezes para utilizar meios incorretos para conseguir o que pretendia, Nascimento abusou de torturas físicas e pscicológicas, para cumprir suas missões. Era comum que ele apelasse para o sufocamento ou a ameaça, para conseguir confissões. No Tropa 1, mesmo colocando em evidência o filósofo francês Michel Foucalt (1926-1984), Nascimento personificou Maquiavel, pois para ele os fins (combater o crime), justificavam os meios (torturas).
Infelizmente no Tropa 2, mesmo sendo agora um Coronel mais ético do que o antigo capitão, ele ainda conserva alguns resquícios do mesmo. O Coronel, não se opõe a meios ilícitos para combater seus inimigos, o que mostra que ao contrário do que diz a maioria de "seus fãs", ele não é incorruptível.
O filme na realidade mostra que o Coronel Nascimento na verdade é um anti-herói, talves só comparável no cinema brasileiro com Macunaíma. Digo isto pelo seguinte, assim como o personagem vivido no cinema pelo finado Grande Otelo, Nascimento pratica justiça, não por questões altruístas e com métodos questionáveis, assim como o famoso João de Santo Cristo, que comete vários absurdos na música Faroeste Caboclo, mas mesmo assim vira herói no final da história.
Não quero aqui diminuir a importância e o bom trabalho representado pela equipe do filme ou o belo traballho de Wagner Moura como Nascimento, apenas esponho aqui os motivos que me fazem não considerá-lo herói.