quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Factóide literário

O Prêmio Jabuti, o maior da literatura brasileira deste ano vem causando polêmica. Critérios estranhos levaram a um resultado classificado como atípico, uma vez que o livro "O Leite Derramado", de Chico Buarque, mesmo não levando o prêmio em sua categoria, abocanhou o prêmio principal. O resultado foi o suficiente para que se criassem polêmica. Muitos escritores e profissionais do mercado literário, passaram a questionar tal premiação.
O estrnaho desta história é que mesmo com critérios "estranhos", os que agora criticam o Jabuti, parecem mais com aquele torcedor, que prefere inventar mil desculpas, do que aceitar a superioridade do seu oponente. Já utilizaram os mais variados argumentos para desqualificar o autor de O Leite Derramado. O principal, como aliás já era de se esperar é que como estamos em ano eleitoral e o Chico Buarque, sempre teve ligações com o PT e fez abertamente campanha para Dilma, só teria vencido este prêmio, como uma espéciie de compensação pela atuação na campanha eleitoral.
Acreditar nesta falácia, é assinar ainda que involuntáriamente uma espécie de "atestado de insanidade mental". Digo isso pelo seguinte. Não sou fã do escritor Chico Buarque, mas sim do compositor e cantor. Já tentei lê-lo, mas não consegui concluir tal empreitada. e não, o livro não era qualquer um, mas sim o premiado Budapeste - que também ganhou o Jabuti. Mas dizer que Chico Buarque e tantos outros artistas e intelectuais que viveram a ditadura e seus problemas, vivem apenas de aparências e politicagens é mentira e falta de respeito.
Não aceitar que Chico tenha dito ser favorável a candidatura Dilma, por ela representar um Brasil que não fala grosso com a Bolívia e fino com os EUA, é tão ridículo, quanto não aceitar que Caetano Veloso, que também passou pelos mesmos problemas de Chico durante a Ditadura, tenha o direito de dizer que votou em Marina, por que Lula era ignorante. Ambos tem o direito de falar o que pensam, goste-mos ou não.
O problema do povo brasssileiro é que a maioria dele não sabe ver os fatos de forma imparcial e sempre acha que tem alguma maracutaia, quando existe algo que não concorda. Dizem que Chico leveou o Jabuti por ter mais mídia? Como assim? Edney Silvestre, que não conheço como autor, mas é um ótimo jornalista, trabalha na Rede Globo a maior empresa de mídia da América Latina. Assim sendo, como podem afirmar que ele não tem mídia.
Alguns lembrarão que Silvestre só tem espaço midiático como jornalista e não como escritor. Chico só tem espaço como cantor e compositor, ou seja, no frigir dos ovos, eles empatam nesta questão. Para mim, este chororô, serve apenas para criar um factoide para divulgar ainda mais os envolvidos, além é claro de ser trololó, dos simpatizantes das candidaturas Marina/Serra, que se viram derrotados nas urnas pela turma do Lula e da Dilma.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Nada Anormal

Hoje o mundo assistiu um dos maiores clássicos do futebol mundial. De um lado o Brasil de Mano Menezes, Ronaldinho, Neymar e Robinho. Do outro, a Argentina de Messi, Di Maria, Tevez e Higuain. Grandes seleções com ótimos jogadores e situações bem distintas. Enquanto o Brasil vem desenvolvendo um trabalho de remodelagem da seleção, visando as Olimpíadas de 2012 e a Copa de 2014, a Argentina vive um momento diferente. Sua seleção já é estruturada e experiente - a base de hoje, jogou e bem, a Copa na África- .
Como diz o dito popular, mesmo sendo o primeiro teste de fogo da equipe de Mano, qualquer resultado era esperado, afinal clássico é imprevisível. Mas mesmo com a grande diferença entre os elencos e a derrota para os hermanos, o Brasil não fez feio. Perder para um time como o argentino, que vem entrosado e com jogadores de destaque não é algo para se lamentar. Ainda mais, quando se consegue segurar um empate até o final da partida.
Nada está perdido para a seleção de Mano, o trabalho que vem sendo feito está bem encaminhado e perder é algo que faz parte do jogo. Por isso não há motivos para tristeza e ou decepção. Agora é bola para frente e que venham novos jogos e campeonatos.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Quebrando a banca


No universo das casas de aposta, a expressão "quebrar a banca" é utilizada quando um apostador investe no resultado mais improvável e ainda assim acaba sendo premiado com o prêmio máximo. Foi isso que acabou acontecendo na temporada de Fórmula 1 deste ano. Sebatian Vettel, que chegou aos Emirados Árabes como a maior zebra entre os que disputavam o título. Já no começo dos treinos, ainda na quinta o alemão mostrou que vinha disposto a cumprir eesta missão que era quase impossível. No sábado, no treino classificatório a história começou a mudar. O tedesco fez a pole, sua décima no ano. Já Alonso, da Ferrari e Weber, companheiro de Vetel na Red Bull, ficaram mais para trás. O espanhol largou em terceiro e o australiano em quinto, praticamente colocando uma pá de cal no sonho do título para a Austrália. Com as posições da largada, Alonso se tornaria tricampeão, aos 29 anos superando Ayrton Senna. Mas seguindo a lógica de que o campeonato só acaba quando termina, a corrida ainda aguardava muita emoção. Na largada Vetel manteve a liderança e Alonso caiu para quarto, sendo ultrapassado por Button. Weber continuou lá trás e tudo indicava que a Espanha ganharia mais um mundial de F1. Mas um acidente envolvendo Schumacher e Sutil, fez com que o Safety Car, entrasse na pista, o que possibilitou aos pilotos irem para os boxes e assim mudaram algumas estratégias de equipes.
A Ferrari cochilou nesta hora e quando percebeu o erro, mandou Alonso para o pit stop, mas acabou jogando fora a corrida do bicampeão mundial. Enquanto isso, Vettel continuava na ponta e via suas chances de título crescerem. Após o erro da equipe italiana na parada de Alonso, o piloto, que disputava o título ficou apenas em sétimo, quando precisava ficar em quatro para ser campeão de novo.

Para Vettel foi só conduzir o carro de forma tranquila até completar a prova ganhando a corrida e de quebra levando o campeonato mundial. Parabéns à Red Bull pelo cmapeonato de construtures, conquista em Interlagos e também ao jovem Vettel, pelo seu primeiro título mundial, que venham mais conquaitas por ai, afinal carro e talento para isso ele tem.

domingo, 14 de novembro de 2010

Começou o chororô

O Campeonato Brasileiro se aproxima do fim. Faltam 3 jogos para sabermos se Corinthians, Fluminense ou Cruzeiro, um deles será o campeão. Com os resultados do ínício desta última rodada, o Corinthians tem a liderança provisoria - tem um jogo a mais que o Fluminense, que joga em casa contra o vice-lanterna Goiás, neste domingo -. Com a derrota para o time paulista, o Cruzeiro fica mais distante da conquista.
Com o centenário do Timão, um fantasma começou a rondar o clube e vem inspirando muitas teorias da conspiração, para favorecer o alvinegro. Seria ótimo, que ele fosse campeão neste ano, mas até agora nada e o Brasileirão seria a última chance - mas há controvérsias - . A controvérsia se dá pelo fato de com o aniversário em setembro, o Corinthians teria até setembro de 2011, para conquistar um título no ano do centenário.
Mas o que importa é que este factóide vem servindo combustível para alimentar a história de conspirações pró Timão e agora com a liderança, os boatos voltaram a ganhar força. Após o jogo no Pacaembu, muita gente do Cruzeiro afirmou que a arbitragem atou para favorecer o time da casa, afinal aos 43 minutos do segundo tempo, o juiz marcou pênalti para o Corinthians e Ronaldo Fenômeno marcou o gol da vitória.
Polêmica a parte, vi o lance do pênalti, por mais de uma vez e vi também uma foto do momento do lance. Não tenho dúvida de que foi pênalti e por isso, não vejo motivo para tanto chororô, seja pelos cruzeirenses ou pelos tricolores das Laranjeiras.

Foto da Agência Estadão/Ricardo Trida na hora do pênalti. Se isso não é falta, então não sei o que é.

A polêmica chegou ao ponto de lembrarem o famoso pênalti, tão claro quanto este, não marcado a favor do Inter, na reta final do Brasileirão de 2005 e que teria acabado favorecendo o Timão na conquista daquela competição. O que não lembram é que no mesmo 2005, o Souza que hoje está no Timão, marcou um gol impedido na última rodada, contra o time do Parque São Jorge quando jogava pelo Goiás e que este gol tirou a vitória do time paulista. Caso o visitante ganhasse aquela partida no Serra Dourada, não haveria como ser alcançado pelo Internacional.
Com muita emoção e polêmica, o Campeonato vem se afunilando e ganhando contornos dramáticos. A tendência e o chororô aumentar e servir de desculpa ainda que esfarrapada para justificar os próprios erros ou azar.

sábado, 6 de novembro de 2010

Pedra não voa

Recentemente voltei a ler o livro Asas da Loucura, de autoria do jornalista estadunidense Paul Hoffman e que é segundo a publicação a biografia mais completa de Alberto Santos Dumont. Me interessei pelo livro exatamente por isso, sempre admirei a história deste mineiro que com o dinherio do pai cafeicultor, foi para Paris onde trabalhou incansavelmente até conseguir realizar seu grande sonho: Fazer o homem voar.
Entretanto, assim como muita gente por ai, o jornalista/autor acaba por cometer uma séria gafe, que tenta diminuir a história de Santos Dumont. Hoffman vai no embalo do pensmanto predominante e afirma que o avião não é uma invenção franco-brasileria, mas sim uma criação estadunidense, talvéz resquício do patriotismo megalomaníaco dos senhores do norte. Para o escritor, os irmãos Wirgth seriam os verdadeiros criadores do avião.
O erro do pensamento yanke se dá pela seguinte questão; segundo o dicionário Michaelis, voar tem entre seus muitos significados o seguinte: "Elevar-se nos ares; mover-se ou sustentar-se no ar por meios mecânicos", ou seja, é preciso que a aeronave seja movida por motores que impulsione sua decolagem e mantenha a mesma no ar durante o vôo. Assim sendo, o veículo aéreo criado pelos irmãos Wirgth não pode ser taxado de aeronave, o que torna a história de que os mesmos foram os primeiros a criar uma avião e voar nele, uma grande falácia.
Sim Alberto Santos Dumont foi o primeiro a voar em uma aeronave motorizada, o que nada mais era do que um avião pioneiro
. E basta entender um pouco de aeronáutica para saber que essa é a verdade. Caso a versão apresentanda por Hoffman fosse verdadeira, o título deste texto estaria errada, pois bastaria colocarmos uma pedra em um estilingue, ou atiradeira para fazer com que ela voasse. Mas todos sabem que pedra não voa e aeronave que precisa de mecanismo para alçar voo, que não seja seu próprio motor, não pode ser classificada como sendo uma avião.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Bye Pontiac



No último domingo, dia 31 de outubro o mundo automobilístico recebeu uma triste notícia que já era aguardada há tempos. A General Motors, anunciou de maneira oficial o encerramento definitivo das atividades da Pontiac. A mítica marca de carros super esportivos vinha enfrentando graves problemas financeiros que acabaram levando-a a falência. A situação se tornou insustentável, após o pedido de concordata da GM, devido a última grande crise financeira mundial, que colocou a gigante nas cordas.
Para quem acompanha o mundo automobilístico e que gosta de marcas poderosas, essa é uma triste notícia. A fabricante de mitos dos asfalto como o GTO, ou o Firebird não existe mais. Agora só será possível honrar sua história em miniaturas - como as da Hothells -. Após 84 anos de história a Pontiac, hoje é apenas uma ótima lembrança para os amantes da velocidade e dos muscle-cars, que inclusive foi umaconceito inventado pela marca ao desenvolver o famoso Pontiac GTO, que segundo seu criador, o engenheiro Jonh Delorean tinha a missão de superar a Ferrari GT e por isso o modelo americano recebeu a sigla que o deixou famoso.

A Pontiac foi a primeira marca a fazer os famosos muscle-cars ao por inciativa de Delorean, colocar um motor V8 (paixão dos estadunidenses), em carros aparentementes comuns. Dessa idéia, que parecia absurda no começo, surgiram outros mitos como os Chevrolet Impala, Corvette e tantos outros modelos da GM e também de outras montadoras.
Os amantes dos motores V8, estão de luto com o fim das atividades da Pontiac. É lamentável que as trapalhadas financeiras da GM tenham resultado neste fim.

Carta Aberta à Dilma Rousseff

Mais um importante passo foi dado na consolidação da democracia brasileira. O povo escolheu agora uma mulherpara dirigir o país nos próximos quatro anos. A escolhida é sobre tudo uma guerreira, que desde nova sempre participou da vida política do país, seja na luta contra a ditadura, ou seja nos governos por onde passou e adquiriu experiência para chegar neste importante momento do país.
Como resultado do pleito de 2010, o Brasil passa a ser o 11º país das Américas, a ser governado por uma mulher, sendo também o 8º a eleger uma presidente. A peleja para chegar até aqui não foi fácil. Tanto Dilma, quanto o partido passaram por momentos delicados, que hoje só servem de exemplo e de motivo para comemorar esta expressiva votação.
Há cinco anos atrás, devido a erros cometidos ppor figurões do PT, o partido se viu em uma crise sem precedentes. Era exatamente o que a oposição queria, essa situação colocaria em risco a credibilidade do governo Lula e do PT e ai eles teriam como, através das urnas retomar o projeto de poder, que desmontou o país, entre 1994 e 2002. Mas o governo Lula mostrou força e assim como o partido, renasceu das cinzas, para conquistar pelo voto mais quatro anos dde governo e consolidar conquistas importantes para o país.
No embalo destas conquistaso Brasil foi mudando e passou a ser mais respeitado no exterior, mostrou força econômica e enfrentou a maior crise financeira, desde 1929, como se fosse uma breve intempérie e assim, se tornou o último país a entrar na crise e o primeiro asair dela. Com issom chegamos as eleições de 2010 e a força do governo provocou desespero entre os opositores, que em muitos momentos agiram como baratas tontas, inventando factóides, que não surtiram efeitos.
Agora é preciso iniciar o processo de transição e consolidar os avanços sociais e econômicos que o Brasil vem conquistando. É preciso ainda avançar em muitas áreas como a reforma política, a reforma agrária, a democratização da comunicação, continuar melhorando a educação e a infra-estrura do país para termos um país melhor a cada dia.