segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A média que a mídia faz


Hoje, tomei emprestado o slogan de um famoso veículo de comunicação alternativa do estado do Rio de Janeiro, o Fazendo Média, de estudantes de comunicação da Universidade Federal Fluminense, para mostrar os famosos jogos de cena que a grande imprensa faz. Exemplos não faltam. Recentemente em uma ação de reintegração de posse no Rio Grande do Sul, políciais da Brigada Militar mataram um membro do MST, pelas costas e a grande mídia tratou da questão como se o ocorrido fosse algo normal e que o policial não deveria ser punido.

Outro exemplo claro da falta de imparcialidade da nossa mídia, pode ser visto no dia 13 de setembro, quando durante um evento oficial com a participação do presidente Lula, em Roraima, arrozeiros instatisfeitos com as demarcações de terras indgenas no estado, partiram para a ignorância e agrediram os veículos da comitiva oficial, que acompanhava o presidente e ainda tinha o prefeito da capital e o governador do estado.

Ao cobrir o ocorrido, a nossa grande imprensa deu pouco destaque ao fato, ao menos na internet, onde apenas dois grandesa veículos noticiaram o fato, mas sem apontar os manifestantes como se fossem criminosos, o que não acontece quando as manifestações são realizadas pelo MST. Comportamentos como este só vem corroborar com a idéia de que a imparcilaidade não existe na imprensa e que mesmo defendendo esta idéia, a grande mídia tem lado e defende as idéias dos grandes empresários.

Outro exemplo recente e claro deste posicionamento é o comportamento da mídia, com relação a compra de mísseis feita pelo presidente Hugo Chávez da Venezuela, como se esta m obilização fosse o grande perigo para o continente, quando na verdade o grande perigo militar é a presença de tropas militares dos EUA, no território colombiano, ainda que com o aval do presidente Uribe. Porém, para a grande mídia, financiada pelo capital internacional, principalmente dos EUA e por isso, as falsas liberdades de imprensa e de expressão, as empresas midiáticas, acabam se calando.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ah! Seus hipócritas!


O título do post foi inspirado na famosa matéria "Ah, seus covardes: O segundo julgamento de Dreyfus", esta matéria escrita por J. E. Dillon e publicada na edição de 11 de setembro de 1899 do jornal Daily Telegraph. O texto trata do segundo julgamento do então Capitão Alfred Dreyfus, que já havia sido condenado a prisão e degradação no primeiro julgamento. Dreyfus era acusado de passar segredos militares aos alemães. Segundo Dillon, o comportamento covarde dos "atores" do segundo julgamento mantiveram a condenação e o réu só acabou sendo perdoado em 1906.


O texto fez tanto sucesso que entrou para a história do jornalismo literário, ou "New Jornalism", que entrou para a obra "O Grande Livro do Jornalismo", que reúne outras 54 reportagens do gênero e que foi editado por Jon E. Lewis. No Brasil, o livro foi publicado pela José Olympo Editora.


Lembrei-me do livro e da reportagem de Dillon, por vários motivos. O primeiro pela proximidade que vejo entre covardia e hipocrisia, o segundo pela data, já que também estamos em um 11 de setembro. O terceiro motivo é a minha participação em um debate pela internet sobre a tão sonhada e nunca alcançada liberdade de expressão.


O 11 de setembro é um dia importante para se falar em liberdade, afinal nesta mesma data, no ano de 1973, o Chile sofreu um duro golpe militar que tirou do poder o governo marxista de Salvador Allende e o substituiu por Pinochet, vilipendiando duramente as liberdades do povo chileno. Com relação a proximidade que vejo entre covardia e hipocrisia, lembro dos "fanfarões", que vivem a gritar por liberdade, mas que quando lhes interessa, são os primeiros a atacá-la, como vemos claramente com vários veículos de comunicação e também com muitas entidades ligadas ao jornalismo.


O debate a que me referi, tratava sobre um jornalista brasileiro que além de trabalhar no Congresso Nacional, participa também do Conselho Editorial da Telesur, um canal de televisão que pretende integrar a América Latina e que foi idealizado pelo presidente da Venezuela Hugo Chávez. Esta aproximação entre o jornalista brasileiro e a televisão sonhada pelo Chávez, foi claramente atacada por vários jornalistas e também por algumas entidades patronais.


Como já era esperado, Chávez foi taxado como ditador (mesmo tendo sido eleito e reeleito pelo povo venezuelano), choveram crírticas à ele, por que seu governo mandou fechar vários veículos de comunicação, o que é claro foi um erro. Mas o que estrahei e classifico como hipocrisia é que os brasileiros que o criticam, se calam diante do comportamento de vários veículos que atrelam os fatos noticiados aos seus intereses econômicos.


Por que não criticar os veículos que noticiaram a morte do militante do MST, como sendo apenas mais uma morte de um baderneiro, quando na verdade o polícial o matou pelas costas, ou seja, de maneira covarde? Por que não criticar as polícias fascistas dos governos do Rio e de São Paulo, que entram nas comunidades carentes atirando a esmo e muitas vezes mantando moradores inocentes, como se a polícia tivesse "licença para matar", nos moldes do James Bond, mais ocnhecido como 007? Por que não cobrar da mídia que ela critique este comportamento da polícia?


Isso, nem a imprensa e nem a sociedade fazem,porque são coniventes com estes absurdos, mesmo dizendo-se claramente defensores dos direitos humanos e da liberdade de expressão se colocam de forma cínica a defender os interesses financeiros dos grandes empresários, incluido ai os da comunicação, que atuam como "vendilhões do templo", comercializando a notícia conforme o interesse de quem pagar mais.


Agindo desta forma, os cínicos defensores da liberdade de expressão, apenas perpetuam o ideal de pensamento único. Ou as pessoas pensam e agem conforme o status-quo, ou então são marginalizadas e criminalizadas pela classe dominante da sociedade, ferindo assim, não apenas as liberdades de imprensa e de expressão, mas também e principalmente a democracia.


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Em defesa da vida e pela mobilização popular


Com o tema "Vida em Primeiro Lugar" e o lema "A força da transformação está na organização popular", o grito dos excluídos se espalhou pelo Brasil, por mais um ano. Em várias cidades, diversos movimentos sociais participaram do Grito dos Excluídos, uma atividade que começou após a mobilização da CNBB, 15 anos atrás e que surgiu de uma Campanha da Fraternidade.

Em Macaé, cerca de 50 pessoas ligadas a diversas organizações e bandeiras populares, da cidade e região, se reuniram na praça central da Virgem Santa e na capela de Nossa Senhora Aparecida para celebrar a data e mobilizar a população e fortalecer a luta por melhorias não apenas naquele bairro, mas em toda a cidade.

O evento teve início as 9 horas com músicas de acolhida, onde os participantes também se apresentavam e diziam qual o grito que levaram para o ato. Após este primeiro momento, os participantes do grito iniciaram uma pequena caminhada pelo entorno da praça e realizaram o plantio de mudas de árvores. Cada muda representava uma necessidade da população, mais carente.

A primeira árvore plantada representou a luta por moradias dignas e foi plantada em um canteiro da praça. Em seguida, a caminhada se dirigiu para o lado oposto da mesma praça e em outro canteiro, foi plantada outra muda, essa representava o transporte público, deficitário em toda a cidade, porém mais sentido nos bairros mais afastados da região central.

A terceira e última muda foi plantada em frente a praça, próximo da igrejinha. Ela representou a bandeira de uma das mais urgentes e básicas da maioria da população brasileira: O Saneamento Básico. O simbolismo do plantio das árvores representando estas demandas é para que elas lembrem a população, não apenas da valorização da vida, mas também a necessidade de persistir na luta por melhorias na sociedade.

Terminada a caminhada, os participantes do ato, foram para a capela de Nossa Senhora Aparecida. Lá aconteceu a celebração da palavra feita por um Pastor da Igreja Batista. Após a partilha da palavra, as pessoas partilharam experiências relacionadas ao Evangelho do dia. Em seguida, aconteceu a partilha do pão e de frutas que simbolizaram a vida.

sábado, 5 de setembro de 2009

As vozes dos esquecidos

Além dos já tradicionais festejos em comemoração ao dia da independência do Brasil, que conta com desfiles cívicos e outras atividades oficiais. Um outro grupo de brasileiros celebram o sete de setembro de uma forma diferente. Nesta data acontece em várias cidades do país o Grito dos Excluídos, que busca dar voz e vez aos grupos que históricamente foram alijados das decisões sobre os rumos da nação.
O grito já acontece a 12 anos e junta diversas entidades sociais e religiosas que acreditam que um outro mundo é possível sim. A cada ano, a atividade tem como tema uma questão importante para a sociedade brasileira e este ano o tema é "Vida em Primeiro Lugar". O lema do grito deste ano é "A força da transformação está na organização popular".
A atividade é para que os excluídos, mostrem aos nossos governantes, o que é preciso ser feito para transformar este mundo aproximando-o de uma sociedade mais justa e igualitária. Por isso a participação popular é fundamental, para que cada vez mais o grito ganhe forças e ecoe a cada dia mais longe, convocando cada vez mais pessoas para esta caminhada.
Se você souber que acontecerá uma atividade do grito na sua cidade ou em uma cidade vizinha, comapreça e fortaleça este cordão, que busca conscientizar a população da importância da participação popular nas decisões sobre o país. Leve sua bandeira e sua reivindicação, não fique apenas na teoria por uma outra sociedade. Vá ás ruas, solte o verbo.
Se você mora em Macaé ou nas cidades do entorno, compareça no dia 7,a Praça Central da Virgem Santa, ás 9 horas para o ato celebrativo do Grito dos Excluídos.

Medo e ignorância estrelar


O Ministério Público Federal do Acre, recomendou que o governo daquele estado mude a pintura do helicóptero comprado recentemente. O problema seria a estrela vermelha pintada na lataria da aeronave. Segundo o órgão de justiça, a estrela seria uma alusão direta ao partido do gevernador do estado, o Partido dos Trabalhadores (PT). Entretanto a mesma pintura mostra ainda, partes do helicóptero pintadas em verde e amarelo. Desta forma o estado estaria representado na pintura pelas cores e desenhos da bandeira do Acre.
Este comportamento levantou algumas suspeitas. Afinal, será que o senhor Ricardo Gralha não se atentou para as cores e desenhos da bandeira acriana? Será que o mesmo esqueceu dos ensinamentos para advogar e partiu para o jogo do poder atrelando justiça e política, sem salvar nenhuma das duas.
A Bandeira do Acre sempre teve as cores verde e amarela e a estrela vermelha, desde a época em que Galvéz se dirigiu para lá, com a ideia de comandar a colonização da região. Por isso afirmar que a estrela faz alusão direta ao partido do governador é no mínimo ignorância. Como a pintura apresenta além do alvo da polêmica, ela também é composta por partes verde e amarela, em uma referência óbvia a bandeira do estado.
A outra dúvida levantada neste caso é a de que alguns políticos estejam com um medo exagerado de não conquistrem o poder através do voto no próximo ano e para isso, utilizam subterfúgios escusos como este, para tentar ganhar espaço na mídia. É lamentável que o Poder Judiciário que se diz tão defensor da independência entre os poderes, atue de maneira tão suspeita como se estivesse tutelado por membros do cenário político em busca de poder.
Segundo o MPF-AC, a decisão tem 15 dias para ser cumprida. Mas o estado alega não existir motívos pláusiveis para essa ação. Segundo o Estado do Acre, não houve irregularidades na pintura do equipamento.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Livre para balançar

Após surgir como expressão cultural que retrata a realidade das comunidades carentes do Rio de Janeiro, o Funk foi estigmatizado como algo diretamente ligado ao crime organizado e por isso, sempre existiu um forte preconceito contra ele. Entretanto, a situação agora, começa a mudar. No último dia 1º de setembro, os deputados estaduais do Rio, aprovaram duas leis que reconhecem o movimento funk como movimento cultural e assim sendo o “pancadão” esta livre para balançar a galera.
A aprovação das leis de autoria dos deputados Marcelo Freixo (PSOL) e Wagner Montes (PDT), acabaram também com a lei do ex deputado Álvaro Lins que obrigava os organizadores de bailes e de reaves a solicitar autorização da Secretaria de Segurança Pública para a realização dos mesmos e com a antecedência de pelo menos um mês.
Com a decisão do legislativo fluminense, o funk ganha nova força para invadir as pistas, gerar centenas de empregos e movimentar muito dinheiro, além é claro de ser uma ferramenta de transformação da realidade social vivida por muitos dos jovens que vivem a realidade retratada nas músicas.
As leis aprovadas no início do mês, ainda precisam ser sancionadas pelo governador Sérgio Cabral (PMDB), que tem até o dia 15 do mesmo mês para resolver a questão. É preciso que a sociedade continue se mobilizando para que o governo decida pelo reconhecimento do funk como fator cultural. Até por que, mesmo com todo o preconceito que existe contra o ritmo, uma das frases mais verdadeiras sobre o estilo é parte de uma música da dupla Amilcar e Chocolate: "É som de preto, de favelado, mas quando toca, ninguém fica parado...".

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O Pré Sal é brasileiro


Desde a descoberta das reservas petrolíferas feitas pela Petrobras na chamada camada Pré-Sal, que o debate em relação aos rumos do dinheiro oriundo da produção de petróleo vem ganhando espaço na sociedade brasileira. Diversos políticos e uma boa parte da sociedade civil, vem debatendo incessantemente esta questão. O governo Lula defende que o dinheiro gerado através da exploração das novas reservas, seja utilizado para investiementos em educação, infra-estrutura e desenvolvimento tecnológico.

O dinheiro que virá do Pré-Sal, já desperta o interesse de vários empresários e políticos do mundo inteiro. Os EUA, querem uma parceria com o Brasil, na exploração das reservas e em troca, nós ficariamos com armamento de útlima geração produzido por eles. Os políticos brasileiros que estão na oposição ao atual governo já se comportam como abutres sobre a carniça.

Estes senhores que quando eram governo, além de "privatizar" entregando diversas de nossas riquesas, como a Vale, o sistema Telebras e alguns outros, agora já acenam para a possibilidade de caso eles voltem a governar nosso país, a decisão do atual governo sobre o Pré-Sal poderá cair por terra. Este comportamento mostra que os mesmos continuam defendendo o entreguismo de nossas riquezas e recursos naturais.

É preciso que o Brasil, aproveite a "onda do Pré-Sal" para se transformar em uma verdadeira potência econômica e social. Nosso país não pode repetir agora o erro que foi forçado a cometer, quando ainda eramos colônia de Portugal e foi o grande produtor de ouro e pedras precisosas, que geraram riquezas para outros países e não o Brasil. Agora é a hora de o Brasil mostrar sua soberania e sua força para crescer de maneira forte e sustentável.

O govenro Lula acertou em garantir que o petróleo existente nas novas reservas seja explorado apenas pela Petrobras, até por que ela é a única empresa que já possui tecnologia para esta empreitada. Que agora com esta decisão governamental as riquezas extraídas aqui no Brasil, sejam investidas em nosso país, nas tantas áreas que passam por sérias carências, como a saúde, a educação, o desenvolvimento tecnológico, que levará o Brasil a um patamar elevado de desenvovimento, gerando cada vez mais emprego e renda digna para a população deste país.