segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Quatro anos depois

Já se vão quatro anos que após ser incentivado por alguns amigos, criei esse espaço para escrever opiniões, sobre temas com os quais tenho mais interesse e afinidade, De lá pra cá, tratei de assuntos variados como esporte, política, cultura e muitos outros, Foram muitos textos e infelizmente, por falta de tempo, nesse último ano, acabei deixando esse blog de lado, por falta de tempo para escrever aqui, mesmo tendo motivação e pautas suficientes para encher esse blog. Espero, a partir de agora, me dedicar mais ao O Observador.


Continuarei com sessões como a "Carta Aberta" e com o Prêmio "Fanfarrão do Ano", que este ano, salvo uma grande mudança nos acontecimentos, já tem o vencedor, mas essa revelação só acontecerá em dezembro, com vem acontecendo todos os anos.


Pretendo ampliar e aprofundar os temas aqui apresentados, voltando a focar temas ligados principalmente a comunicação, que foi a ideia inicial do blog, postarei aqui opiniões e avaliações sobre a comunicação no Brasil, que aliás é um campo muito fértil para a produção de análises, seja no que se refere a televisão, rádio, mídia impressa, internet e também sobre publicidade e propaganda.


Vou aproveitar o espaço para publicar em "fascículos", meu Trabalho de Conclusão de Curso, que tratou sobre a crítica de mídia no Brasil, entretanto, aqui no O Observador, os textos serão atualizados e mais completos.


Essa análise, também abordará propostas e iniciativas relacionadas a comunicação e a legislação referente à comunicação. Outro tema, que ganhará espaço aqui é a literatura, com minhas opiniões sobre livros que tenha lido.


Espero que agora com mais tempo e motivação, as publicações se tornem mais corriqueiras e que venham mais anos e textos.

domingo, 18 de agosto de 2013

Carta Aberta à Usain Bolt

 
 Usain Bolt faz história em Moscou ao se tornar o maior campeão de atletismo da história

Nesse fim de semana vimos a história do atletismo sendo escrita diante de nossos olhos, o palco era o estádio de Moscou e o autor da façanha, o jamaicano Usain Bolt, que há anos figura como o melhor corredor da atualidade e que com os resultados conquistados na capital russa, se tornou a maior lenda de seu esporte na história. Foram duas medalhas de ouro, uma no sábado na prova dos 200 metros rasos e no domingo a histórica medalha de ouro no revezamento 4x100, quando ganhou com certa facilidade.
 
 
Com a conquista de domingo, o raio jamaicano, além de justificar o sobrenome, alcançou o feito inédito de 8 medalhas de ouro e mundiais, além de ter também duas de prata, somando 10 no total e se tornando o maior campeão mundial da história do atletismo, confirmando também a força do atletismo na terra de Bob Marley, que também foi campeã no revezamento 4x100 feminino, nesse mundial.
 

Para ser o melhor de todos os tempos Bolt superou nomes como os estadunidenses Michael Johnson, oito vezes medalhista em mundiais e Carl Lewis. Em Moscou além de se consolidar como o maior campeão do esporte, ele também se tornou o primeiro atleta tricampeão mundial seguido na prova dos 200 metros, acumulando o ouro em Berlim 09, Daegu 11 e agora Moscou 13. 
 
 
Com planos de correr no Rio de Janeiro em 2016, Bolt tem tudo para se consolidar como um mito do esporte se juntando a nomes como Ayrton Senna, Pelé, Michael Jordan, Muhamed Ali, entre outros. Em 2015, Bolt ainda competirá em Pequim e poderá ampliar ainda mais suas impressionantes marcas. Hoje, além de multi campeão mundial e olímpico, Bolt é o recordista mundial em três provas: 100m, com 9s58, 200m, 19,19 e revezamento 4x100 com a equipe jamaicana, com 36s84. Quem venham mais conquistas do raio nos próximos anos.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Eu queria entender isso


Desde os tempos de faculdade, aprendi que não existe esse papo de imprensa imparcial. A imprensa, assim como tudo na sociedade tem lado e a imprensa hegemônica vive dando mostras de que lado que ela está. Não acredito nesse papinho de Partido da Imprensa Golpista (PIG), mas é evidente que a grande mídia está do lado oposto ao governo federal. 


Basta uma rápida análise nas publicações dos principais veículos para perceber o que escrevo aqui. Os principais veículos permeiam suas edições de notícias e comentários críticos ao governo, sem deixar escapar um detalhe se quer, mesmo que seja algo no fundo insignificante, mas não atua da mesma forma quando as notícias apontam erros de outros grupos políticos.


Lembro que nos casos do Mensalão, ou de outros escândalos envolvendo o atual governo, chegou a ser corriqueiro, ver manchetes, capas e outros destaques envolvendo essas questões, que precisavam sim ser debatidas e noticiadas, mas que foram a exaustão de tão exploradas pela mídia.


Até programas de entrevistas, comandado por "formadores de opinião*", criaram "atrações diferenciadas" para debater essas questões. Cito aqui o exemplo claro do Programa do Jô, que passou a exibir "As meninas do Jô**", que debateram muitos temas polêmicos envolvendo os escândalos políticos desde o mensalão e que a última edição discutiu as manifestações de julho, o Programa Mais Médicos, o caso de espionagem dos EUA, nos telefones e na internet no Brasil e teve até o próprio Jô tentando alimentar um debate inócuo sobre a questão presidente ou presidenta.


Pois bem, o tempo passou e se descobriu um novo escândalo, a bola da vez é a história do cartel formado pelas empresas Alston e Siemens nas obras do Metrô paulistano, iniciadas no governo de Mário Covas e segundo a Simens o cartel se estendeu até o início do governo Serra, quando inclusive aconteceu um acidente onde seria uma das estações, perto do prédio da sede do Grupo Abril. Ainda segundo a Simens, outras empresas também estão envolvidas na história do cartel.


Agora, o comportamento da imprensa hegemônica, mudou em relação aos escândalos anteriores, salvo alguns veículos - Estadão e Folha - o primeiro denunciou e vem "suitando***" a questão e o segundo surfa na onda do primeiro "suitando" o caso, assim como os veículos das Organizações Globo também o fazem agora. Entretanto o comportamento global nesse caso ainda acontece de forma tímida. 


Estou no aguardo por coberturas e ou opiniões sobre o ocorrido, de figuras como Arnaldo Jabor, Ricardo Noblat, Alexandre Garcia, Jô Soares e suas "meninas" e até do Reinaldo Azevedo e do Diogo Mainard, até por que a Revista Veja, editada pelo Reinaldo e que abrigou por muito tempo a coluna do Mainard, ainda não se manifestou sobre o caso do Cartel do Metrô.


O comportamento da grande imprensa brasileira, me leva a crer que não há imparcialidade no jornalismo e o que realmente falta a maioria dos veículos, "formadores de opinião" jornalistas é vergonha na cara e coragem para assumir seus posicionamentos no cenário político atual.


* Coloquei o termo formadores de opinião entre aspas por não gostar do mesmo, não acho que seja função do jornalista ou de quem trabalhe com comunicação ser formador da opinião de ninguém, essa formação deve ser feita pelo próprio cidadão e não por terceiros.


** Não tenho nada contra as jornalistas que compõem as meninas do Jô, apenas coloquei entre aspas o termo por entender que todas elas já passaram do tempo de receberem essa denominação a tempos, tendo em vista que todas já são senhoras e até por isso tem larga experiência nas funções que exercem.


***Suitar: Termo utilizado no jornalismo para definir o acompanhamento dos fatos após noticiar o ocorrido.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Carta Aberta ao Papa Francisco

Confesso que já fazia algum tempo que gostaria de escrever essa carta, desde o início de seu pontificado, fiquei surpreso, com muitas coisas. Primeiro pelo fato de um Cardeal Latino Americano ter sido eleito no conclave, esperava que fosse mais um europeu seria escolhido para o cargo, uma vez que a força do "Velho Mundo", na Cúria Romana, era grande o suficiente para quebrar a hegemonia europeia, que perdurava por tantos anos. 

Mas, a nacionalidade do Papa, foi apenas a primeira de minhas muitas surpresas com os ventos da mudança que parecem ter começado a soprar no Vaticano. Suas declarações e ações me contemplaram e continuam a me contemplar de forma surpreendente e renova em mim e também em muitos cristãos a esperança de que um outro mundo é possível. Um mundo baseado nos ensinamentos do Evangelho e na aproximação entre os povos e as religiões.

Sua atuação durante a Jornada Mundial da Juventude, demostrou que a Igreja, agora começa a passar por mudanças importantes dando um rosto mais humano ao catolicismo, priorizando a caridade e a aproximação com os mais necessitados. Isso será possível, com a valorização das Comunidades Eclesiais de Base e com o fortalecimento dos trabalhos pastorais.

Seus discursos, pregando a caridade, a humildade e o respeito as diferenças devem nortear os rumos da igreja nos próximos anos, fazendo om que a igreja avance em questões tidas até agora com tabu e da esperança de que aqui nas bases muitas coisas mudem para melhor, fazendo com que valores cristãos importantes, que andam esquecidos, sejam resgatados.

Parabéns pelas suas ações, continue firme em sua caminhada e espero encontrá-lo novamente em Cracóvia, na Polônia em 2016.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

"Oportunistas são os outros"

A série de manifestações que acontecem no Brasil, traz para a sociedade brasileira algumas questões estranhas. Foi praxe nas manifestações a reação a presença de militantes partidários, que eram prontamente agredidos e classificados como "oportunistas". Pois bem, tal comportamento me deixou intrigado com o comportamento da massa manifestante. Chamam de oportunistas militantes que foram as ruas defender suas ideias, como já faziam na luta  contra a  ditadura  e ou nas "Diretas Já", quando os neo "manifestanteens" de hoje, ainda estavam dormindo, mas esses neo "revolucionários" não respeitaram a história e .vomitaram ignorância e má educação.

Mas o estranho é que muitos dos manifestantes de hoje  só acordaram quando  a polícia, que já aterrorizava nas favelas e era aplaudida por muitos jovens manifestantes, passou a barbarizar também no asfalto e os atingiu de maneira direta e "preocupante", sem que tal comportamento fosse classificado como oportunistas por eles (por que será?).

Também é estranho que um ex presidente, que enquanto esteve no cargo, atuou de forma dura na repressão as drogas, inclusive fomentando essa polícia troglodita  e agora que ele pouco ou nada pode fazer em relação ao tema posa de "protagonista"  da luta pela descriminalização das mesmas substâncias que ele atacava, mas para eles isso também não é oportunismo e a pergunta do parágrafo anterior volta à baila.

O show de contradições, continua quando profissionais de uma determinada categoria, "profissionaliza", manifestantes da "causa", ao bancarem para os mesmos (vale-táxi), abono na falta e garantia de pagamento da hora extra, para os que se fizerem presentes. Mas isso também não é oportunismo.

Milito em movimentos sociais há 15 anos e nunca ganhei um centavo para isso, ao contrário, só gastei dinheiro do meu bolso e nunca reclamei disso, assim como nunca tive folga e ou abono de falta para poder militar, não sou profissional da área e nem acho que deve existir coisa do tipo.

Esses casos citados a cima, mostram que o povo brasileiro deu um jeitinho de adaptar a célebre frase do filósofo francês Jean Paul Sartre (1905-1980), "O inferno são os outros". Aqui em nosso país a  frase se transformou em "Oportunistas são os  outros", afinal é isso que esses casos mostram.  

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Política é...

...igual a feijão, só funciona na panela de pressão. A frase, de autoria de Frei Betto, vem ganhando força nos últimos dias. Com as manifestações que saíram às ruas nos últimos dias, a população tem mostrado que a afirmação é real.

Desde o início dos protestos  da população, já foram atendidas, ainda que em parte. A primeira foi a redução das tarifas de transporte público, classificada como o estopim para a mobilização social. Após as vozes da população, tomarem as ruas, diversas cidades, inclusive São Paulo, já anunciaram a redução do valor das tarifas. Outra reivindicação que entrou na pauta das manifestações e que foi atendida, foi a não aprovação da Proposta de Emenda Constitucional, que limitava os poderes de investigação do Ministério Público, conhecida como PEC 37, ou PEC da Impunidade, que foi amplamente rejeitada em votação no plenário da Câmara dos Deputados.

Aliás, é preciso ressaltar aqui que essa votação foi surpresa, não pelo seu resultado, uma vez que com o povo nas ruas pedindo sua rejeição, seria muito difícil, esperar outro resultado dessa votação. Entretanto, a surpresa está na realização da mesma votação, pois como reação aos protestos, os deputados e alguns membros do judiciário, divulgaram a informação de que tal votação tinha saído de pauta, sem previsão de retorno e eis que de repente, lá estava ela para ser votada e rejeitada por ampla maioria.

As conquistas recentes, que ainda são poucas, diante do tamanho da pauta de reivindicações, são fundamentais para mostrar a força da população que não pode se desmobilizar, pois caso isso aconteça, corremos o risco de além de não conquistarmos o que ainda precisamos, como perdermos o que já conquistamos. Que essa mobilização que mostrou a força que a população tem, continue alimentando as movimentações da sociedade, na busca por suas conquistas.

Que isso tudo seja apenas o começo da Reforma Política que tanto precisamos e que em breve tenhamos a unificação dos processos eleitorais, gerando redução nos gastos eleitorais o voto facultativo, o financiamento público de campanha, provocando uma séria mudança no sistema que acaba alimentando a corrupção. Também precisamos da transformação de nosso parlamento em uma instância unicameral, desburocratizando o processo, entre outras conquistas importantes, que garantam uma maior participação popular em todo o processo político.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Carta aberta ao Conselho Federal de Medicina

Já faz tempo que a saúde brasileira está mal e precisa de uma reformulação estrutural urgente, entretanto, o Conselho Federal de Medicina pouco ou nada faz para buscar as soluções necessárias para tratar essa questão. Segundo o Conselho Regional de Medicina de São Paulo, faltam médicos no Brasil sim, apesar do Conselho Federal dizer o contrário. (Veja aqui) Faltam médicos por que a distribuição dos mesmos é injusta e dessa forma, a falta de médicos agrava o já crítico estado da saúde pública.

Ao mesmo tempo que vivemos essa realidade, o governo que pouco faz para estruturar a rede pública de saúde, acena com a possibilidade de trazer médicos de fora, não apenas de Cuba, principal crítica do CFM em relação ao caso, mas também de portugueses e espanhóis. Essa medida paliativa evidentemente não tará soluções para a questão. Ela apenas amenizará a situação de quem precisa de atendimento e não tem por falta de estrutura e de profissionais.

É legítimo que toda a sociedade, busque as melhoras necessárias tanto na saúde, como na educação e nas demais áreas, mas acompanhando de perto a questão da saúde, percebi algumas questões complicadas para  mudar esse quadro. Me refiro aqui ao Projeto de Lei conhecido como "Ato Médico", já aprovado no Senado e que agora irá à sanção da Presidenta e eu espero que ela vete. Defendo o seu veto por que ele é mais nocivo, do que querem fazer parecer. Infelizmente não vi, nenhuma atuação do Conselho Federal de Medicina, contrária a esse absurdo.

O Ato Médico é prejudicial a sociedade por que ele servirá apenas para agravar a triste situação que se encontra nosso sistema público de saúde. Essa ideia, pretende que médicos monopolizem algumas atividades das áreas de saúde, com isso dentistas, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, farmacêuticos, sofreriam grandes impactos, prejudicando o exercício profissional desses trabalhadores da saúde.

É preciso que se pare com a triste realidade de "legislar em causa própria" e pensar na saúde como um todo. Caso esse absurdo chamado Ato Médico, seja aprovado, a situação ficará pior do que já está, pois é comum vermos nos hospitais públicos do país, muitos médicos reclamando da falta de profissionais, para os atendimentos, sobrecarregando, ainda mais a saúde pública. 

Assim sendo, é lamentável que os médicos atuem da forma egoísta como querem em detrimento de outras categorias da área da saúde e também da sociedade brasileira. Lutar por melhores hospitais e por melhores profissionais, é fundamental, mas é necessário saber como fazer isso e não é criticando a vinda de médicos estrangeiros, ou se omitindo no debate do ato médico que resolveremos essa questão.