domingo, 4 de julho de 2010

Uma questão de bom senso

Já faz tempo que a sociedade mundial, debate a importância na mudança de comportamento para que não se coloque em risco a sustentabilidade do planeta. Aliás, a cada dia a tal sustentabilidade vem ganhando força e fazendo com que muitas empresas acabem focando na responsabilidade socio ambiental para conquistar mais clientes e assim alcançar maiores lucros.
Até pouco tempo atrás o modelo que vigorava em nossa sociedade era o consumismo sem preocupações com nada que não fosse a satisfação pessoal apenas pelo o consumo. Essa é a chamada "Sociedade do Consumo", que ficou conhecida também como "A Sociedade do Espetáculo", como aliás relatou muito bem em seu livro homônimo, o filósofo francês Guy Debord (1931-1994). Não importa o que somos, mas sim o que temos e por isso, a sociedade acaba sofrendo com o chamado consumismo compulsivo.
Infelizmente tal modelo ainda existe e acaba mostrando grandes contradições da humanidade. Para se construir, um carro chamado popular, gastasse 36 litros de água durante todo o processo e é evidente que quanto maior for a cilindrada do mesmo, maior o consumo deste bem indispensável para o ser humano. Mesmo assim, o consumo de super carros, com motores beberrões, são o grande filão da industria automobilística, que agora começa a dar sinais de mudanças na tecnologia para motores mais "ecológicos".
Outro ponto preocupante com relação a indústria automotiva é o fato de que os mesmos super carros tem, preços astronômicos que gastos em outras áreas poderiam resolver boa parte dos problemas da sociedade atual. Um exemplo claro é um modelo exportivo que passará a ser vendido em breve em terras brasileiras, pela bagatela de R$ 199.900, o que daria para fazer aproximadamente seis casas populares.
Não. esse texto não é uma apologia a pobreza, não quero aqui tentar repetir São Francisco de Assis, até por que bão tenho condições mínimas para tanto. Apenas tento através dessas linhas, valorizar o dito popular que afirma: "O menos é mais". É preciso que se acelere o processo de transformação do consumo, não apenas por motivos mercadológicos, mas principalmente para assegurarmos um planeta e um futuro melhor para as novas gerações.
Por isso, é preciso buscar alternativas que melhorem asa condições de vida em todo o planeta, temos que planejar mudanças estruturais nas cidades melhorando o transporte público, fazendo com que cada vez as pessoas deixem seus carros em casa para se deslocarem de ônibus, trens ou metrôs. Também é necessário buscar alternativas para solucionar a questão do lixo produzido, incentivando cada vez mais iniciativas que promovam a reciclagem, entre outras idéias para construírmos um mundo melhor, mas isso só será possível quando mudarmos nossos hábitos e consumos.

Carta Aberta ao Dunga


Pois é a edição da sessão "Carta Aberta", deste mês é como técnico Dunga, infelizmente a mesma não é escrita na época esperada, afinal, gostaria de estar digitando essas linhas somente após dia 11 de julho e comemorando o tão sonhado hexa, adiado mais uma vez.
Agora, como já era esperado, chovem críticas ao Dunga, um ex jogador que passou por uma fase muito ruim na carreira, na chamada era Dunga e que teve como ápice a eliminação da Copa de 90, para os argentinos com aquele famoso gol do Canigia. Passaram-se quatro anos para que ele mesmo voltasse agora como capitão de um time com bons jogadores, mas que ficaram marcados como um time sem conjunto para ser campeão mundial, até que esse mesmo Dunga, após a decisão por pênaltis contra a Itália, provou o contrário erguendo o a Taça tão esperada por 24 anos.
Aquele que foi considerado o patinho feio da Copa da Itália, havia se tornado o capitão do tetra, apagando sua fase ruim na Copa anterior. O tempo passou, veio as Copas de 98 e 2002, onde novamente fomos campeões, desta vez sem Dunga, Cafú foi o capitão. Em 2006, outra Copa frustrada, novamente paramos diante da França.
Com o resultado o técnico Parreira deixa a seleção e a CBF, coloca um técnico que poderia ser considerado tampão, mas o tempo mostrou o contrário. O mesmo Dunga, agora treinador assumiu o banco canarinho e fez um ótimo trabalho, gaanhamos tudo o que disputamos, Copa América, Copa das Confederações e ainda classificamos em primeiro lugar nas Eliminatórias da Copa, quando por diversas vezes, Dunga ouviu a torcida chamá-lo de burro e até se despedir do mesmo.
Até que chegamos ao momento derradeiro, o mais sonhado e planejado da nova "Era Dunga", a Copa da África do Sul. Começamos tendo sorte no sorteio, que nos colocou em um grupo fácil, com Coréia do Norte, Costa do Marfim e Portugal. A convocaação para a competição na África foi amplamente criticada pela imprensa e por boa parte da população. Jogadores, pouco conhecidos ou que não vinham jogando de maneira constante, garantiram suas vagas e algumas estrelas ficaram de fora.
Foi a deixa para que a torcida voltasse a criticar seguidamente o treinador. Mas na primeira fase, tudo saiu conforme o esperado. vitórias contra Coréia e Costa do Marfim e um empate sem gols contra os portugueses. Invencibilidade e primeiro lugar garantido. O próximo adversário era o Chile, que mesmo sendo freguês histórico, merecia respeito, afinal classificou-se em segundo, perdendo a primeira colocação para a poderosa Espanha, na última rodada em confronto direto.
O resultado foi mais uma vitória para o Brasil, o próximo passo era a Holanda. Infelizmente não pudemos passar pela laranja mecânica, que aliás deve em muito para a original de 1978. Pronto, estava decretado o fim da passagem de Dunga, o técnico pela seleção. É evidente que talves pela falta de experiência, Dunga e também os jogadores comenteram erros bobos que custaram a classificação.
O problema do Dunga provavelmente esteja exatamente ai. O cargo de técnico da seleção brasileira, é talves o mais cobiçado do mundo do futebol e para ocupá-lo é preciso ter tempo de serviço em outras equipes fortes, mas isso era o que faltava em Dunga. Mesmo assim, ele fez um trabalho muito bom na seleção, ganhando tudo e passando por adversários fortes como Argentina, Itália, Espanha, Uruguai, entre outros.
É Dunga como já diz o poeta, foi bom enquanto durou, mas chegou ao fim. Mesmo não sendo campeão do mundo é preciso reconhecer seus méritos a frente dessa seleção e fazer a campanha feita no período entre copas foi algo para orgulhar qualquer torcedor. Porém, é evidente que no momento mais importante não foi possível soltar o griyo de campeão.
Agora é vida que segue e que a torcida saiba ter paciência para esperar 2014. Não se pode ganhar sempre e querer que nossa seleção fosse campeã Copa sim, Copa não seria pedir demais.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Querem sujar o Ficha Limpa

Pois é, após ampla mobilização popular, diversas entidades da sociedade civil e também muitos movimentos sociais conquistaram uma importante vitória para a política brasileira. Foi aprovado peo Congresso e sancionado pelo presidente Lula a chamada Ficha Limpa, que impede a candidatura de políticos que estejam em débito com a justiça. Entretanto mesmo com esse avanço e a garantia de que a nova legislação valeria já ára a eleição desse ano, agora as coisas parecem mudar.
Agora parece que o Supremo Tribunal Federal (STF), quer jogar contra a lei, por mais paradoxal que isso possa parecer, afinal a justiça deveria agir para garantir o cumprimento da lei e não o contrário. Porém, no último dia 1 de julho, o Ministro Gilmar Mendes concedeu liminar para que o Senador Heráclito Fortes (DEM-PI), possa ser candidato mesmo com a lei da Ficha Limpa o impedindo de ter a candidatura registrada. O mesmo acontece com o ex governador do Rio de Janeiro, Garotinho (PR-RJ), que mesmo sendo considerado inelegível conseguiu liminar para vir candidato a Deputado Federal.
É lamentável que os figurões do poder, que deveriam por obrigações éticas, morais e até profissionais prezar pela justiça e pela legalidade, vivam a buscar subterfúgios para atropelar as leis, quando lhes convém. O mesmo senhor Mendes, já tomou decisões equivocadas, que trouxeram prejuízos à sociedade. Entre eles, liminares para deixar solto personagens como daniel Dantas, envolvido nas mais diversas falcatruas e maracutaias.
Outro erro crasso do Ministro, foi atacar a profissão de jornalista com argumentos tão fracos contra a obrigatoriedade do diploma para o exercício da mesma. Entre as pérolas estavam declarações como a de que como a obrigatoriedade era fruto da ditadura e agora vivemos em uma sociedade democrática, tal exigência era incompatível. Entretanto, o mesmo Gilmar Mendes, não teve o mesmo comportamento na questão da revisão da Lei da Anistia, que também foi feita durante a ditadura, mas não foi revogada como a obrigatoriedade do diploma para jornalista.
Agora, a bola, ou melhor o alvo da vez é a Lei Ficha Limpa, que surgiu do anseio e da mobilização da população brasileira para proibir a candidatura de pessoas condenadas pela justiça, mesmo em 1ª instância. Talvez, Gilmar Mendes continue se achando uma pessoa a cima da lei e por isso teria o direito de cometer sandices como as que fez a frente do STF e ainda continua fazendo.
Caso ele continue a garantir a candidatura de nomes como Garotinho e Heráclito Fortes, se fará urgente, uma ampla mobilização da sociedade para que este ser seja removido de seu cargo, afinal essas práticas servem apenas para corroborar com a idéia de que Gilmar Mendes não está apto a ocupar um cargo com o peso e a responsabilidade de um Ministro do Supremo. A ele resta ainda um apelo por parte dos moviementos sociais: Senhor Gilmar Mendes, saía enquanto é tempo.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O tempo passa e as coisas mudam

Nos anos 80, uma famosa banda de rock, do Brasil gravou um grande sucesso na época e que é tocada ainda hoje. A banda em questão é o Ultraje A Rigor e a música se chama inútil. Na música, a banda afirmava que eramos inútil por vários motivos, entre eles o fato de não sabermos escolher presidente, ou então eramos inútil, por que jogávamos bola e não sabiamos ganhar. Entretanto, como já diz o ditado popular, o tempo é o senhor da razão e os brasileiros mnostraram que as coisas mudaram.
Hoje, vinte anos após o sucesso musical já temos nossas instituições democráticas consolidadas e o processo democrático vem se aprimorando. Isso por que na época, o Brasil era recém saído de um ditadura civíl-militar e por isso estava desacostumado com a democracia. Hoje vivemos um estado Democrático de Direito que vem ganhamdo respeito, não apenas inteternamente, mas principalmente no exterior.Com isso, mostramos que já sabemos sim escolher presidentes e tomar conta da gente.
Com relação ao outro ponto citado na música e lembrado aqui, também já reaprendemos a jogar bola e a ganhar. De lá pra cá conquistamos vários títulos com a seleção brasileira e também com os nossos grandes clubes. Por isso, podemos hoje afirmar que não somos mais inúteis, apesar de ainda termos alguns problemas apontados na música para serem resolvidos.
O tempo mostrou também que aprendemos a pagar nossas dívidas e a prova disso é que passamos de devedores à credores do Fundo Monetário Internacional (FMI).

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Eu não voto em Lula!

Pois é ainda tem muito tempo até as eleições deste ano que acontecem só em 3 de outubro e a campanha ainda nem foi para a rua de forma oficial. Mas isso não impede que o tema já ganhe contornos emocionantes, desde já, ainda que com a Copa, se espere que tal debate fique relegado à um segundo plano.
Entretanto, uma convicção eu já tenho não voto no Lula, até por que, ele não será candidato a nada e por isso ele não poderá ter meu voto. É evidente que o Brasil tem muito o que avançar ainda e que Lula deixa a presidência com muitos assuntos pendentes, que não puderam ser resolvidos nestes oito anos de Lula lá. Também é evidente que quem o substituir, terá que seguir a mesma trilha mantendo o país com o respeito internacional que o governo Lula conquistou.
Por isso, meu voto é para a candidata Dilma, ela é a continuidade da revolução que o Brasil vive desde 2002 e que ao contrário do que foi preciso em 1964, é uma revolução pacifista, sem armas e ou acusações de terrorismo, que a própria Dilma ainda hoje e de maneira covarde sofre por parte de seus opositores.
Sim o próximo passo de nossa revolução é colocar através do voto, nossa maior arma democrática, uma mulher como presidente do país. Uma guerreira que dedicou grande parte de sua vida a defesa da democracia, ainda que para isso tenha pego em armas e militado na luta armada contra a ditadura militar. Por isso, este ano não voto em Lula, voto em Dilma, uma mulher que se mostra coerente com suas idéias e que tem capacidade para continuar mudando a realidade do país.
Não. Dilma não vai se eleger por que é candidata do presidente, mas vai chegar ao Planalto, por que se mostrou nestes oito anos se mostrou forte e competente para administrar pastas importantes e estratégicas do governo como o Ministério de Minas e Energia e depois a Casa Civil, de onde coordenou a criação e a implantação do Programa de Aceleração de Crescimento, o PAC, que é o maior programa de obras de infra-estrutura da história do país.
Por isso, voto na mulher que honrando a letra do hino nacional, não fugiu a luta e nem temeu a própria morte, para defender um país mais justo e democrático, alcançando parte de nossa revolução não com as armas, mas com a democracia e que assim tem capacidade para dar continuidade a mesma.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Carta Aberta à Nelson Mandela


A edição de junho da sessão Carta Aberta é direcionada ao ex presidente da África do Sul, Nélson Mandela, que dedicou sua vida a luta por paz e igualdade entre as pessoas, ganhando por isso o Nobel da Paz.

Hoje, em pela Copa do Mundo da África do Sul, é impossível não relembrarmos a história desse guerreiro que tanto loutou por seu país e seu povo. Não se pode pensar em África do Sul, sem esquecer da luta contra o apartheid, líderada por você e por Desmond Tutu, que uniram os negros e mobilizaram não apenas os africanos, mas o mundo todo pelo ideal de igualdade e pelos direitos sociais.
Era estranho, ou pelo menos deveria ser, o fato de negros serem tratado como cidadãos de segunda classe justamente na África, berço da civilização e a casa dos negros, maioria absoluta entre a população do continente. Entretanto, essa vergonhosa prática, era comum e foi aceita por muitos anos pela comunidade internacional. É evidente que sempre fez parte do discurso colonizador, o fato de o colono ser civilizado e o colonizado não.
Mas isso é sim o maior engodo da questão colonialista. Como achar que criar bairros para determinadas populações, de maneira a isola-los do restante da população, seria algo comum. Mas infelizmente, o apartheid estava lá para provar isso. Soweto, hoje símbolo de resitência, era como se fosse a "sensala" sul africana, ou o "campo de concentração", para onde os oprimidos eram enviados.
Felizmente com sua forte atuação, juntamente com nomes como Tutu e Steve Biko, hoje a realidade é diferente e a África pode se sentir orgulhosa de sua unidade, de forma que respeita-se as diversidades raciais e sociais e ainda integra de forma mais decisiva os sul africanos, independente de raça, ou de qualquer outra balela, utilizada para segregar.
É evidnete que toda caminhada é eterna e essa, não poderia ser diferente, mas é inegável os avanços já alcançados. Hoje, não há mais divisões como o rugby ser paenas para brancos e futebol apenas para negros. Soweto não é mais o bairro dos negros, mas dos sul afircanos, que vão para lá conhecer sua prórpria história, para a partir dai, não cometer mais os erros do passado.
Por isso tudo, parabéns Mandela pelo exemplo de luta e coragem que você sempre demonstrou, que ele continue a nos iluminar nas lutas por uma sociedade mais justa é igualitária.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Hipocrisia ocidental

Não achei que escreveria sobre esse tema, nesse blog, mas o assunto tomou proporções tamanhas que fica impossível não participar do debate. O assunto é o acordo entre Brasil, Turquia e Irã sobre o progrnto importante que preocupa sim toda a comunidade internacional, mas é um debate necessário. Isso por que todos sabem que as reservas de petróleo, principal combustível mundial, não são eternas, além é claro das preocupações ambientais que envolvem a energia atômica, sem mencionar o poder bélico da mesma.
Aos que lembram nessa históriaama nuclear do Irã e as consequências do mesmo. Como era evidente, a ação brasileira foi menosprezada pelas potências mundiais, que alegaram a "fama" iraniana de não cumprir acordos para, justificar as punições ao país dos aiatolás.
Pois bem, despindo-se de argumentos baseados apenas em questões políticas ideológicas, aponto aqui alguns erros da análise feita pela maioria dos pensadores, especialistas no assunto. A questão nuclear é um assunto preocupante por vários motivos, como as questões ambientais que envolvem essa tecnologia, além é claro do poder bélico da mesma. É notório que esse assunto, preocupa a todos, afinal não há garantias seguras de que qualquer país, não utilize a energia atômica, para a construção de armamentos atômicos.
É preciso, mais seriedade nessa questão. Quem não possui ogivas atômicas deve ficar proibido de obtê-las e que as possui deve se desfazer das mesmas, seja o país que for. Sobre o fato de o governo do Irã ter "tradição" em descumprir acordos, faz necessário, lembrar que Israel, país tão defendido pelos conservadores do ocidendente também tem a mesma tradição, afinal não cumpriu nenhum dos acordos de paz com os palestinos, ainda que os mesmos tenham gerado até Nobel da Paz para um de seus líderes e também para Arafat, líder palestino.
Quer punir o Irã, baseando-se apenas no que ele ainda pode fazer é tão ridículo quanto dar o Nobel ao Obama, pelo mesmo motivo. Se os políticos, líderes da Comunidade Internacional, realmente estivessem preocupados com a paz, teriam feitos sanções contra Israel, que recentemente atacou de forma covarde uma ação humanitária, internacional que ajudaria os palestinos em Gaza.
No Oriente Médio, que tem fama de "brigão" e de atropelar acordos internacionais é Israel, que não cumpriu o acordo que o criou, oprimindo, humilhando e massacrando os palestinos e outros vizinhos como o Líbano, de quem Israel tomou as Colinas de Golã. São estes senhores da guerra que deveriam ser punidos pela ONU, se a mesma fosse uma instituição séria, o que não é. É a covardia da ONU e dos senhores que a controlam a mão de ferro, que perpetuam situações absurdas de covardia internacionais, manipulando as relações entre povos ao seu bel prazer. Tratam aos outros como se fossem suas marionetes e ou fantoches e se indgnam quando não tem suas vontades atendidas.